Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Daniel de Oliveira
História de vida
Daniel de Oliveira carrega em sua trajetória a síntese das migrações e resistências que formam o tecido social carioca. É filho de Ana Maria Virgílio de Oliveira, descendente de negros escravizados, e de Joseph Chinel Cesernosha. Seu pai, filho de poloneses que imigraram para o Brasil no período pré-Segunda Guerra Mundial, foi o único de cinco irmãos a nascer em território brasileiro, tendo a família se estabelecido inicialmente na região da Cidade Nova e Rio Comprido.
A trajetória de Daniel no universo acadêmico e cultural iniciou-se em 1995, ao ingressar no curso de Geografia da UERJ. Em 1997, passou a frequentar a Feira de São Cristóvão como público, despertando para a sonoridade nordestina. O marco inicial de sua atuação como DJ ocorreu em novembro de 1999, em um evento do Centro Acadêmico de Geologia da UERJ. A transição para a cena profissional consolidou-se em março de 2000, após sua primeira discotecagem no Cine Íris, na Lapa.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Movimento Universitário (articulação com Centros Acadêmicos da UERJ para promover bailes), Curadoria para Bandas (renovação de repertório para grupos musicais como o Forró Sacana), Contato com Mestres (intercâmbio com ícones do forró) e Circulação Internacional (difusão do forró em festivais europeus)
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Elo de salvaguarda e difusão do gênero: DJ, Pesquisador, Curador de Repertório e Comunicador.
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Novembro de 1999
Aprendizado do bem
Daniel é um autodidata cujos processos de aprendizado acompanharam as transformações tecnológicas. Sua formação incluiu o garimpo de discos de vinil em sebos e a técnica de "ripar" músicas para suportes digitais.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Daniel observa um movimento contemporâneo de descentralização para as Zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro, identificando as Lonas Culturais e Arenas Cariocas (Realengo e Penha) como os novos polos de fomento. Internacionalmente, na Europa, vê o formato de festivais com workshops de dança e discotecagem como algo amplamente difundido.
Aprendizado do bem
Daniel é um autodidata cujos processos de aprendizado acompanharam as transformações tecnológicas. Sua formação incluiu o garimpo de discos de vinil em sebos e a técnica de "ripar" músicas para suportes digitais.
Transmissão de saberes
Para a transmissão de saberes, utiliza plataformas digitais, destacando-se as playlists no Spotify sob os títulos exatos: "Dj Cheleléu 20 anos" e "Dj Cheleléu volta para curtir". Além disso, realiza workshops e bate-papos que utilizam a música para ensinar geografia e história regional do Nordeste.
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
A sustentabilidade econômica do detentor divide-se em duas esferas:
1) Cachês e Atividades Culturais: Rendimentos provenientes de eventos, festivais nacionais e turnês internacionais.
2) Serviço Público: Daniel é servidor público estadual desde julho de 2012. Esta ocupação é a base de sustentação financeira de sua família, permitindo a continuidade de sua atuação cultural, dada a dificuldade de sobrevivência exclusiva através da arte para profissionais com dependentes.




