Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Alexandre Alberigi
História de vida
Alexandre Alberigi nasceu em Brasília, filho de Hélio de Souza e Maria Regina Flores Rodrigues de Souza, ambos cariocas. Ao longo da vida, morou em diferentes cidades, como Rio de Janeiro, Curitiba, Araruama e Miguel Pereira, lugar com o qual criou maior identificação e onde desenvolveu grande parte da sua atuação profissional.
Por muitos anos, sua principal atividade foi ligada ao futebol. Trabalhou com escolinha, recreação, passou por clubes como Vasco e Botafogo e seguiu formação em Educação Física. Nesse período, a dança não fazia parte dos seus interesses.
O contato com a dança aconteceu já na fase adulta, quando morava em Araruama e trabalhava na prefeitura. Ao perceber que não sabia dançar para frequentar bailes, decidiu aprender. Entrou em uma academia, passou vários anos em formação e começou a se dedicar de forma contínua ao aprendizado.
Dentro desse processo, o forró apareceu como um dos estilos mais desafiadores para ele no início. Com o tempo, porém, passou a fazer parte central do seu percurso, tanto no aprendizado quanto na atuação profissional.
Após esse período de formação, Alexandre começou a dar aulas. Criou sua própria escola de dança em Miguel Pereira e iniciou projetos voltados à prática da dança na região. Posteriormente, passou a atuar também em Vassouras, onde desenvolveu atividades com apoio da prefeitura e ampliou o alcance do seu trabalho.
Além das aulas em escola, também participou de projetos públicos, incluindo atividades gratuitas voltadas à população. Atende alunos de diferentes cidades da região e trabalha com variados estilos de dança, com destaque para o forró, que é muito presente nos bailes locais e nas aulas que ministra.
Ao longo da trajetória, também promoveu a participação de outros professores e buscou fortalecer a prática da dança na região, organizando atividades e incentivando a participação da comunidade.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Mantém um forte intercâmbio com grandes nomes da dança, como Jaime Arroucha e Carlinhos de Jesus. No âmbito regional, atua em rede com outros professores, como Pedro Teixeira, Ângelo e Glória (sua ex-aluna), além de colaborar com projetos em cidades vizinhas como Paty do Alferes e Paulo de Frontin.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Alexandre Alberigi atua diretamente com o forró em diferentes frentes. Ele aprende, ensina e pratica forró, tendo iniciado sua formação a partir de aulas em academias e cursos com outros professores. Depois desse processo, ele passou a dar aulas de forró, tanto em escolas próprias quanto em projetos públicos, atendendo alunos de várias idades e de diferentes cidades da região.
Além disso, ele organiza e conduz turmas de ensino, inclui o forró em projetos sociais e oferece aulas gratuitas para a população, principalmente em iniciativas ligadas à prefeitura. Também participa do circuito local ao estar envolvido com os bailes da região, onde o forró é um dos estilos mais presentes. Outra frente do seu trabalho é a articulação com outros professores e a promoção de atividades, trazendo profissionais para a região e fortalecendo a prática do forró como atividade regular.
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
2011–2012
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Alexandre destaca que Miguel Pereira é a "terra de Luiz Gonzaga" e que a prática do forró na região é fundamental para manter vivo o legado e os ensinamentos deixados pelo mestre, que residiu na cidade.
Aprendizado do bem
A relação entre o forró e o lugar, na trajetória de Alexandre Alberigi, se constrói a partir de diferentes territórios. Ele aprende a dançar em Araruama, mas é na Região Serrana — especialmente em Miguel Pereira e Vassouras — que o forró passa a integrar sua identidade e atuação. Assim, o vínculo com o bem cultural não nasce em um único lugar, mas se desenvolve ao longo de sua circulação por diferentes espaços.
Nesses lugares, o forró assume uma função social importante, sendo o principal estilo dos bailes e um meio de promover convivência, aproximação e troca entre as pessoas. Mesmo com adaptações locais, a prática mantém características centrais, como o contato corporal e o caráter coletivo, funcionando como forma de integração entre diferentes idades e públicos.
Além disso, o território também contribui simbolicamente para o fortalecimento do forró, especialmente pela associação com a memória de Luiz Gonzaga em Miguel Pereira. Dessa forma, o lugar atua tanto como espaço de prática quanto de significado, onde o forró é vivido, ensinado e compartilhado como uma expressão cultural da comunidade.
Transmissão de saberes
A transmissão de saberes do forró, na trajetória de Alexandre Alberigi, ocorre por meio de formação estruturada e prática coletiva. Ele se forma em espaços como o Social Clube da Dança e a Academia Rodrigo Motta, além de realizar cursos de professores, seguindo metodologias reconhecidas. Depois, passa a ensinar em iniciativas próprias, como a escola Geração Classe A (Classe A) e projetos como Dance Vassouras e ABC Dançando, onde organiza o ensino desde o nível básico até o avançado.
Esse aprendizado é complementado nos bailes de forró, que funcionam como espaço essencial de prática, onde os alunos aplicam o que aprendem nas aulas. Nesse momento, o conhecimento é transmitido pela experiência, pela convivência e pela interação com outros dançarinos, fortalecendo o aprendizado coletivo e contínuo.
Além disso, a transmissão também incorpora iniciativas inclusivas, como a referência ao projeto Down Dance, voltado para pessoas com síndrome de Down, citado por ele como exemplo de integração por meio da dança. Esse tipo de ação amplia o acesso ao forró e reforça que os saberes são compartilhados de forma aberta, envolvendo diferentes públicos, idades e condições, dentro de uma lógica comunitária.
Escolaridade ou formação profissional
Pós-graduação
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Na trajetória de Alexandre Alberigi, não há indicação de incentivo financeiro contínuo para a prática e difusão do forró. Ele destaca que muitas de suas atividades, como aulas, eventos e circulação de professores, são realizadas a partir de esforço próprio, redes de colaboração e parcerias, sem apoio regular do poder público.
Mesmo assim, existem apoios pontuais, sobretudo quando vinculados a projetos institucionais. Em sua atuação na prefeitura de Vassouras, ele desenvolve aulas gratuitas para a população, contando com suporte de estrutura e espaço para as atividades. Em algumas situações específicas, eventos também recebem apoio, mas isso não ocorre de forma recorrente.
Além disso, parte da sustentação de suas ações acontece por meio de parcerias locais e apoios informais, como patrocinadores e redes de contato que ajudam na divulgação e na mobilidade dos alunos. Dessa forma, o incentivo à prática do forró ocorre principalmente por articulação comunitária e iniciativas locais, evidenciando a ausência de financiamento estruturado contínuo.




