Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
História de vida
A trajetória de Allan Lobato com a dança começou ainda na juventude, em Belém do Pará, onde teve contato com manifestações tradicionais do Norte brasileiro, como o carimbó, siriá e lambada. Gradativamente, o tímido menino foi se inserindo em ambientes dançantes vinculados às escolas e festas populares da sua cidade. Ao assistir uma apresentação televisionada de Carlinhos Jesus com Ana Botafogo, decidiu que queria se dedicar profissionalmente à dança de salão. Para realizar esse sonho, foi estudar no Rio de Janeiro e iniciou sua formação com Jaime Arôxa, onde permaneceu por aproximadamente dois anos e meio. Posteriormente, foi convidado para trabalhar em Cabo Frio e passou a concentrar sua atuação na região das Baixadas Litorâneas do estado. Ao longo de seu percurso profissional, Allan promoveu bailes, congressos, workshops e eventos de dança, levando apresentações para países como Rússia e Noruega, além de diferentes estados brasileiros, como Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. O dançarino também desenvolveu projetos voltados para pessoas com deficiência, especialmente a partir de 2015, quando criou o Down Dance. Utilizando metodologias inclusivas para o ensino da dança, também fundou os projetos Cadeirante na Dança e Cidade Autista.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Em seu trabalho, Allan se relaciona com outros profissionais da dança, música e produção cultural, além de escolas e academias, com os quais realiza parcerias para promover eventos e ampliar a visibilidade de seus projetos. Além disso, o professor mantém contato com os próprios familiares dos seus alunos, a fim de criar uma rede de engajamento e incentivo aos jovens. Na sua rede, estão Jaime Arôxa, Ricardo Moreno e a Escola Municipal Arlete Rosa Castanho.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Allan atua como professor de dança na cena do forró fluminense, dedicando-se à inclusão de pessoas com deficiência nestes espaços. Em sua metodologia, adapta movimentos, ritmos e formas de percepção musical conforme as necessidades dos alunos. Ele utiliza vibrações, Libras e estímulos corporais para possibilitar que pessoas com deficiência auditiva acompanhem o forró e demais danças. Seu ensino envolve também outras referências, como o xote, xaxado e carimbó, com o objetivo de ampliar o repertório de seus alunos.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Segundo o professor, existem muitas barreiras relacionadas à acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência na cena do forró fluminense. Ele destaca que os espaços culturais ainda não estão preparados para receber esse público e raramente os acolhem. Allan também ressalta que o estado é marcado pela falta de políticas públicas adequadas e a escassez de profissionais preparados para trabalhar com inclusão na dança. Ele enfatiza que a cena do forró, no Rio de Janeiro, precisa avançar no entendimento de que acessibilidade é um direito.
Aprendizado do bem
O aprendizado da dança ocorreu a partir de experiências práticas, em Belém do Pará, e da realização de cursos no Rio de Janeiro. No início de sua trajetória, Allan dedicava-se a observar e estudar os movimentos que eram realizados nos eventos dos quais participava. Posteriormente, passou a voltar-se também para a pesquisa de recursos inclusivos e a criação de metodologias próprias.
Transmissão de saberes
Os seus saberes são transmitidos principalmente por meio das aulas de dança, oficinas e workshops. Durante a pandemia de covid-19, atuou também no formato virtual para evitar que os alunos ficassem desestimulados e ociosos.
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
O dançarino reforça a importância de demais profissionais desenvolverem trabalhos inclusivos para que mais pessoas atuem no campo do forró de modo pleno, assim como os eventos devem estar adaptados para receber públicos diversos.
Itens relacionados a este
3.3 - Identificação - Bem Cultural
Detentores do bem cultural





