Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Pedro Alves da Silva
Data de nascimento
21 de fevereiro de 1971
História de vida
Nascido no Distrito de América (CE), Pedro teve contato com o forró ainda na infância, dentro do ambiente familiar: além de acompanhar alguns parentes que tocavam sanfona e violão, sua mãe também incentivava a participação nos forrós realizados durante diversos encontros. Começou a dançar nessas ocasiões e mais tarde, aos 18 anos de idade, migrou para o Rio de Janeiro. No primeiro momento, trabalhou como garçom em restaurantes cariocas, até que um professor de dança notou o seu talento e o convidou para integrar uma academia em Copacabana. A partir daí, passou a atuar profissionalmente na área, construindo uma carreira como professor e dançarino. Trabalhou em diferentes escolas da capital e, em 1992, mudou-se para Petrópolis, onde encontra-se até os dias atuais. Ao longo de sua trajetória, criou diferentes espaços de ensino de dança, entre eles Baila Comigo, Adrenalina, Espaço da Dança e, ao fim, o Estúdio de Dança Pedrinho Alves. Este percurso também é marcado pela participação em coreografias e apresentações de forró em diferentes eventos e bailes, além de competições.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Pedrinho é professor de dança, dançarino, coreógrafo e fundador de academias de dança que contemplam diversas modalidades, dentre as quais encontra-se o forró. Em Petrópolis, tornou-se um dos principais responsáveis pela inserção do forró dentro do universo da dança de salão. Ele destaca que esse processo foi marcado por dificuldades e preconceitos frente à sua origem nordestina e à resistência de demais profissionais para a inserção do forró em determinados ambientes da dança. Apesar desses obstáculos, persistiu neste movimento e passou a investir mais intensamente no ensino e na expansão do forró em festivais e academias.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
O dançarino percebe que houve um crescimento da cena do forró no estado do Rio de Janeiro ao longo das últimas décadas. No entanto, destaca que são poucas as academias de dança dedicadas exclusivamente ao forró, sobretudo fora da capital, em cidades como Petrópolis. Nesses casos, sua prática ocorre a partir das aulas de dança de salão de maneira mais ampla. Pedrinho também percebe dificuldades para atrair públicos universitários e jovens para as academias, e ainda aponta para o fechamento de clubes e espaços de baile após a pandemia de covid-19.
Aprendizado do bem
Os seus aprendizados sobre a dança são resultado da prática familiar e de processos formativos com professores profissionais. Pedrinho indica que possui grande facilidade para observar movimentos e transmitir conhecimentos de forma clara, o que colabora com o ensino de forma individualizada e com a compreensão do processo de aprendizagem de cada aluno.
Transmissão de saberes
Seus saberes são transmitidos principalmente por meio das aulas ministradas em seu estúdio de dança e das oficinas em eventos e festivais. Atualmente, grande parte do seu público é composto por idosos que buscam a dança sob recomendação médica para a realização de atividades físicas. Sua metodologia valoriza uma atenção individual e o estímulo à socialização dos participantes. Ele também participa da formação de demais profissionais, de modo que diversos professores atuantes em Petrópolis tiveram contato com o seu trabalho.
Itens relacionados a este
3.3 - Identificação - Bem Cultural
Detentores do bem cultural




