Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Geno ou geni
História de vida
De acordo com o entrevistado a sua relação com os ofício que domina surge em uma serralharia no bairro que morava, através do ensinamento de seu vizinho, dono da mesma. Saindo da serralharia trabalhou na construção civil durante seis anos e mudou-se para monte verde, onde trabalhou na primeira obra de restauro, e ainda trabalhando nesta obra fez um teste no iphan por indicação de um amigo (josé mariano) que trabalhava na instituição.
Localização
Aprendizado do bem
Quando o entrevistado tinha 11 anos de idade, na época, sua família morava na rua imperial (centro do recife) e se mudou para o município de prazeres, região metropolitana de recife, aonde sua mãe faleceu e em seguida seu pai saiu de casa. Genivaldo conta que em prazeres tinha muita serralharia e que um vizinho proprietário de uma delas acabou tomando conta dele após a morte da mãe, além de lhe chamar para trabalhar no local. Segundo seu genivaldo diz, “ai aprendi a profissão de marceneiro, trabalhei com ele (seu alfredo) até completar 18 anos, fazia porta, consertava oratório, foi por isso que eu me dediquei mais em negócios de igreja”. “desde 11 anos que eu trabalho com madeira, por isso que eu aprendi tudo em geral”. De acordo com o relato de genivaldo, “seu alfredo mexia com tudo, imagem, altar, porta, janela, móveis, ai ele me levou, foi ensinando, eu aprendi a prática, mas quando eu fiz 18 anos eu me separei dele, fui para o exército e passei ai eu fui trabalhar por minha conta mesmo, sozinho no meio do mundo”. Sobre o contato inicial com o ofício de marcenaria, sr. Genivaldo relatou, “eu comecei em negócio de prédio, mas quando eu aprendi foi na serralharia. Ai aprendi negócio de antiguidade e tudo, mas deixei pra lá e fui trabalhar em construção mesmo, porque dava mais dinheiro, ai depois que esse colega (josé mariano) meu me chamou para fazer o teste no iphan”. “eu nem sei, mas eu tinha uns 26 anos, chegaram uns oratórios daqui de goiana lá na madalena (bairro da antiga sede do iphan em recife), aí eu comecei a restaurar e passei no teste”. Seu genivaldo entrou no questionário de identificação: ofícios e modos de fazer pe pe re 10 q60 08 iphan em 1982, lá começou a trabalhar com josé mariano e balduíno, embora seu balduíno tenha sido mais no final de sua função no iphan antes de falecer, mas também considera outros mestres que o ensinaram, como sr. Rubem bernardino (entalhador) e albertino. No entanto, ele afirma que, “mestre para me ensinar só foi eu mesmo, porque foi morrendo tudo, ai eu fui ficando no lugar deles, eu novo mesmo fiquei no lugar deles, porque era pouca gente e era muita igreja para restaurar”. Do entalhe ele diz que, “o entalhe eu comecei faz pouco tempo, tem uns dezessete anos”, conta que o trabalho de entalhe foi o último que aprendeu e que não sabe de tudo, mas consegue pegar uma obra pela metade e terminar, e não pegar uma obra toda destruída e refazê-la.
Transmissão de saberes
A entrevista começou a ser feita na restauração da igreja do pilar, no centro do recife, próxima ao cais do porto. O telhado e o forro da igreja foram feitos por seu genivaldo. Seu genivaldo gastou quatro meses para construir o telhado. Como ajudantes teve os meninos do projeto pró-jovem, foram dezesseis alunos, que segundo ele ainda não são profissionais, então ele teve que fazer as medições das madeiras e cortá-las. De acordo com o relato de sr. Genivaldo, a oficina escola na restauração da igreja do pilar não deu muito certo então o iphan abriu licitação e a empresa de restauração de jorge passos está fazendo o serviço de restauro. Sobre dar aulas, contou que deu aula em goiana, manoel paulo coordenava a parte de pedreiro e ele de carpintaria e marcenaria, trabalhando com portas e altares. Relativo a ensinar e a administrar o entrevistado diz, “é o que eu digo, se o cara não fizer, eu vou e faço, eu não sou de estar mandando, o cara está vendo que tem para fazer, aí faz se quiser. Agora manoel paulo é que gosta de mandar, eu não, eu gosto de fazer, eu acho melhor”. Sobre a sua atividade de fiscalização de obras de restauro, “quando estou fiscalizando, eu vejo o que está errado, eu vou e digo que está errado e explico como é que deve fazer, e têm lugares às vezes que eu ensino mesmo como é que faz, faça assim, e assim que dá certo, vou lá explico, ensino e marco tudo certinho, o cara não tem erro”.

