Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Paneleiras (49): Berenícia Corrêa Nascimento, Maelquiades
História de vida
Paneleiras – artesãs ceramistas, as paneleiras são mestras no ofício e responsáveis por sua transmissão às gerações descendentes e aos vizinhos interessados, dominam todas as etapas da fabricação das panelas de barro e conhecem as respectivas matérias-primas e procedimentos técnicos. Executam, particularmente, a modelagem da panela: a “puxada” com as mãos e depois com a cuia, algumas têm auxiliares para realizar as primeiras e últimas etapas: a retirada e escolha do barro, o alisamento, a queima e o açoite da panela. Desde os anos 1990 a pedido da prefeitura de vitória, algumas paneleiras têm ensinado seu ofício em escolas municipais. Tirador de barro – profissional da extração do barro da jazida no vale do mulembá. Fura o chão com os dedos para ver se o barro está bom, escava um buraco, com uma enxada, até a profundidade de aproximadamente um metro, a partir daí traz o barro para a superfície, onde é molhado e pisado. Em seguida, prepara então as bolas de barro, que pesam em torno de 15 kg cada e são vendidas a r$ 0,50 cada. Desde o final os anos 1980 as bolas são carregadas no caminhão ou carroça a frete e transportadas até o galpão da associação ou até as casas das paneleiras. Anteriormente o tirador levava o barro de carroça, do barreiro até o mangue, seguindo de canoa até goiabeiras. Escolhedor de barro – auxiliar de paneleira, amassa as bolas de barro, molhando e pisando, com os pés descalços, e vai retirando as impurezas, fazendo a limpeza do barro, com as mãos, tornando a massa mais homogênea e melhor para ser modelada. Geralmente são parentes homens ou auxiliares pagos, e realizam essa tarefa nos quintais ou no galpão da associação. Alisadoras – auxiliares de determinadas paneleiras, geralmente parentes ou vizinhas, realizam o polimento da panela, depois de secas, antes da queima, utilizam uma pedra de rio – seixo rolado – para polir a superfície interna e externa, executam a tarefa com muita paciência e mediante pagamento. Tirador de panela – auxiliar que retira as panelas em brasa da fogueira, após a queima, e as deposita junto à paneleira ou sua auxiliar, para que seja açoitada, utiliza uma vara comprida com dois ganchos (garras) na ponta. A tarefa exige sincronia dos movimentos e cuidado para não deixar cair a panela ou queimá-la. Casqueiro – profissional da coleta da casca do mangue-vermelho, árvore nativa do manguezal, com a qual é preparada a tintura de tanino aplicada nas panelas. O casqueiro entra no manguezal de bote ou canoa, com a maré enchendo, mais baixa do que cheia, quando avista a casca vermelha, salta do barco levando saco, balde e um porrete, e bate na casca até que ela se solte do tronco, traz a casca de canoa até goiabeiras, onde vende para as paneleiras. Geralmente sai às 7:00 e volta às 16:00 hs. Vende a casca socada ou inteira a preços que varia de r$ 4,00 a r$ 5,00 a lata. Participou do programa de educação ambiental da ufes, tendo sido orientado sobre o manejo da atividade de coleta. Comerciante – empresário dono de ponto de produção e venda de panelas, localizado à beira da avenida que dá acesso ao aeroporto de vitória, tem 4 paneleiras trabalhando no seu terreno, cuja produção ele comercializa, eventualmente também faz panelas.
Localização
Descrição da atuação em rede
Paneleiras – artesãs ceramistas, as paneleiras são mestras no ofício e responsáveis por sua transmissão às gerações descendentes e aos vizinhos interessados, dominam todas as etapas da fabricação das panelas de barro e conhecem as respectivas matérias-primas e procedimentos técnicos. Executam, particularmente, a modelagem da panela: a “puxada” com as mãos e depois com a cuia, algumas têm auxiliares para realizar as primeiras e últimas etapas: a retirada e escolha do barro, o alisamento, a queima e o açoite da panela. Desde os anos 1990 a pedido da prefeitura de vitória, algumas paneleiras têm ensinado seu ofício em escolas municipais. Tirador de barro – profissional da extração do barro da jazida no vale do mulembá. Fura o chão com os dedos para ver se o barro está bom, escava um buraco, com uma enxada, até a profundidade de aproximadamente um metro, a partir daí traz o barro para a superfície, onde é molhado e pisado. Em seguida, prepara então as bolas de barro, que pesam em torno de 15 kg cada e são vendidas a r$ 0,50 cada. Desde o final os anos 1980 as bolas são carregadas no caminhão ou carroça a frete e transportadas até o galpão da associação ou até as casas das paneleiras. Anteriormente o tirador levava o barro de carroça, do barreiro até o mangue, seguindo de canoa até goiabeiras. Escolhedor de barro – auxiliar de paneleira, amassa as bolas de barro, molhando e pisando, com os pés descalços, e vai retirando as impurezas, fazendo a limpeza do barro, com as mãos, tornando a massa mais homogênea e melhor para ser modelada. Geralmente são parentes homens ou auxiliares pagos, e realizam essa tarefa nos quintais ou no galpão da associação. Alisadoras – auxiliares de determinadas paneleiras, geralmente parentes ou vizinhas, realizam o polimento da panela, depois de secas, antes da queima, utilizam uma pedra de rio – seixo rolado – para polir a superfície interna e externa, executam a tarefa com muita paciência e mediante pagamento. Tirador de panela – auxiliar que retira as panelas em brasa da fogueira, após a queima, e as deposita junto à paneleira ou sua auxiliar, para que seja açoitada, utiliza uma vara comprida com dois ganchos (garras) na ponta. A tarefa exige sincronia dos movimentos e cuidado para não deixar cair a panela ou queimá-la. Casqueiro – profissional da coleta da casca do mangue-vermelho, árvore nativa do manguezal, com a qual é preparada a tintura de tanino aplicada nas panelas. O casqueiro entra no manguezal de bote ou canoa, com a maré enchendo, mais baixa do que cheia, quando avista a casca vermelha, salta do barco levando saco, balde e um porrete, e bate na casca até que ela se solte do tronco, traz a casca de canoa até goiabeiras, onde vende para as paneleiras. Geralmente sai às 7:00 e volta às 16:00 hs. Vende a casca socada ou inteira a preços que varia de r$ 4,00 a r$ 5,00 a lata. Participou do programa de educação ambiental da ufes, tendo sido orientado sobre o manejo da atividade de coleta. Comerciante – empresário dono de ponto de produção e venda de panelas, localizado à beira da avenida que dá acesso ao aeroporto de vitória, tem 4 paneleiras trabalhando no seu terreno, cuja produção ele comercializa, eventualmente também faz panelas.
Aprendizado do bem
3 de 17 questionário de identificação: ofícios e modos de fazer 57 aprenderam com familiares, 5 aprenderam com vizinhas e 1 aprendeu na escola municipal, 44 aprenderam na infância/adolescência (até 18 anos) 19 aprenderam na idade adulta.
Transmissão de saberes
40 ensinaram: 30 ensinaram aos familiares (filhos e sobrinhos) e vizinhos, 12 ensinaram em escolas, 23 nunca ensinaram

