Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Ana Luiza Kirst
História de vida
Ana luiza é doceira há 31 anos e faz vários tipos de doces: ninho, camafeu, pirulito caramelado, amanteigados, fatias de braga, quindim, carioca, camacoco. (estes dois últimos foram inventados pela doceira).
Localização
Descrição da atuação em rede
Ana luiza é doceira há 31 anos e faz vários tipos de doces: ninho, camafeu, pirulito caramelado, amanteigados, fatias de braga, quindim, carioca, camacoco. (estes dois últimos foram inventados pela doceira).
Aprendizado do bem
Aprendeu a fazer doces com a tia celina kirst, aos doze anos de idade. A tia já era doceira e trabalhava com a berola (doceira conhecida na cidade). Conta a entrevistada que a tia “já trabalhava há muitos anos. Quando eu era menina, eu vinha, ficava lá – porque ela morava e trabalhava com a berola. Eu vinha, ficava três meses, quatro. Aí eu já estava me ambientando. Porque a daisi fazia tortas – a dona daisi portella – e eu já me ambientava ali na volta, ajudava a fazer os recheios das tortas, eu batia as coisas que tinha que ficar mexendo, mexendo, mexendo. Com 12 ou 13 anos eu já pegava, lavava a louça, essas coisinha assim, coisas pequenas. Mas sempre na volta: “como é que faz isso? Como é que faz aquilo? ” eu tinha a minha curiosidade de criança. Eu já tinha as minhas curiosidades sobre o doce. E nunca que eu ia imaginar que depois, com maior idade, eu ia pegar a fazer doces mesmo, seguir a profissão. [. . . ] complementado com detalhes do processo de aprendizagem, ana luiza relata: “eu fui pegando, fui fazendo. Ela ia me dizendo “tens que fazer assim. ” e eu fazia. “isso não é assim” e eu fazia. Os modelos, as formas, os formatos dos doces: “tem que ser mais arredondado. ” e eu ia aprimorando: “está bom assim? ” eu sempre fui de perguntar se estava bom. Tem que ser assim, tem que ser assim. É a coisa que eu mais prezo até hoje”.
Transmissão de saberes
Ensinou para os dois filhos e para o ex-marido. Atualmente, os três trabalham junto com ela em sua fábrica: “tem dias em que vira a noite. E é a família mesmo, eu tenho dois filhos que já me ajudam. Ajudam assim: um lava a louça, o outro faz comida. Tem um que me ajuda nos doces, mas agora está estudando nos dois turnos, não está tendo tempo de me ajudar. Aí, eu me viro sozinha, eu e meu ex-marido – a gente se separou, mas segue sócio, no trabalho nós somos sócios”. Referindo-se ao ensino dos filhos, diz: “fiicam na volta, ficam na volta. Desde pequenos na volta e: “fulano faz isso, beltrano faz aquilo. O mais velho dá mais certo, mas não é o que ele quer, ele sabe fazer, faz direitinho, tudo o que ele vai fazer sai direitinho, é caprichoso, faz tudo com perfeição, é muito organizado, então dá mais certo. “já o menor, não. . . ”.

