Informações
Projeto relacionado
Nome completo
José Ribeiro De Souza
Data de nascimento
3 de dezembro de 1926
História de vida
O senhor josé ribeiro de souza, conhecido como mestre dedé, nasceu em 3 de dezembro de 1926 na zona rural do município de novo horizonte, em terras anteriormente pertencente ao município de ibitiara. Oriundo de uma família de agricultores que desenvolviam muitas outras atividades vinculadas a cultura local, tais como o garimpo e a carpintaria. O mestre dedé tem na carpintaria a sua maestria, ao longo de sua vida atuou na região de novo horizonte construindo casa, engenhocas para o garimpo e para produtos agrícolas, currais, pontes e passagens para gado. Era também o executor de “caixão de defunto” para a região. Além da carpintaria, mestre dedé foi agricultor, garimpeiro, amansador de animais, pedreiro e fazedor de adobe. Destaca-se em mestre dedé seu prazer em fazer o seu trabalho: “depois disso eu trabalhava na lavoura, e fazia como eu falei para senhora, às vezes um pagava para fazer um trabalho de carpinteiro a telhado de casa assim, fiz muito, era assim, levei a vida assim. Eu gostava de trabalhar por minha conta mesmo. A senhora sabe, tudo eu ia fazer com boa vontade, aquilo que ia fazer era com boa vontade, se eu fosse para roça era com vontade, se fosse trabalhar de carpinteiro era com vontade, tinha mesmo aquele prazer de trabalhar, se fosse trabalhar com os outros, a vez a pessoa chegava em casa e dizia eu quero que tu faça um trabalho pra mim, na oficina, eu sempre dizia eu vou ver seu serviço, eu gosto de trabalhar por empreita, eu não gosto de trabalhar por dia não. Chegava assim e dizia eu, eu faço por tanto esse serviço, se pode, pode, se não pode eu não vou trabalhar, era assim. ” ainda no ofício da carpintaria, mestre dedé era quem fazia os caixões quando alguém morria. Nas palavras de sua filha ednilza: “essa eu lembro bastante e aí quando morria alguém quem fazia os caixões era ele. Ele ia naquele momento que avisavam, imediatamente levantava, tomava um banho ia na casa da pessoa morta e media, e depois ia providenciar as tábuas para no momento fazer os caixões. ”
Localização
Descrição da atuação em rede
O senhor josé ribeiro de souza, conhecido como mestre dedé, nasceu em 3 de dezembro de 1926 na zona rural do município de novo horizonte, em terras anteriormente pertencente ao município de ibitiara. Oriundo de uma família de agricultores que desenvolviam muitas outras atividades vinculadas a cultura local, tais como o garimpo e a carpintaria. O mestre dedé tem na carpintaria a sua maestria, ao longo de sua vida atuou na região de novo horizonte construindo casa, engenhocas para o garimpo e para produtos agrícolas, currais, pontes e passagens para gado. Era também o executor de “caixão de defunto” para a região. Além da carpintaria, mestre dedé foi agricultor, garimpeiro, amansador de animais, pedreiro e fazedor de adobe. Destaca-se em mestre dedé seu prazer em fazer o seu trabalho: “depois disso eu trabalhava na lavoura, e fazia como eu falei para senhora, às vezes um pagava para fazer um trabalho de carpinteiro a telhado de casa assim, fiz muito, era assim, levei a vida assim. Eu gostava de trabalhar por minha conta mesmo. A senhora sabe, tudo eu ia fazer com boa vontade, aquilo que ia fazer era com boa vontade, se eu fosse para roça era com vontade, se fosse trabalhar de carpinteiro era com vontade, tinha mesmo aquele prazer de trabalhar, se fosse trabalhar com os outros, a vez a pessoa chegava em casa e dizia eu quero que tu faça um trabalho pra mim, na oficina, eu sempre dizia eu vou ver seu serviço, eu gosto de trabalhar por empreita, eu não gosto de trabalhar por dia não. Chegava assim e dizia eu, eu faço por tanto esse serviço, se pode, pode, se não pode eu não vou trabalhar, era assim. ” ainda no ofício da carpintaria, mestre dedé era quem fazia os caixões quando alguém morria. Nas palavras de sua filha ednilza: “essa eu lembro bastante e aí quando morria alguém quem fazia os caixões era ele. Ele ia naquele momento que avisavam, imediatamente levantava, tomava um banho ia na casa da pessoa morta e media, e depois ia providenciar as tábuas para no momento fazer os caixões. ”
Aprendizado do bem
Aprendeu o oficio de carpinteiro com o pai que exercia a referida atividade advinda de uma tradição familiar: “meu pai era carpinteiro e aprendeu com o pai dele mesmo. Trabalhava todas essas coisas que fazia, que criei, que aprendi fazer com ele e ele aprendeu com o pai dele também. [. . . ]. Eu aprendi a carpintaria com meu pai, a fazer engenhoca de moer cana, a oficina de farinha e com isso o povo por aqui me chamava muito para mim fazer engenho, oficina de farinha, com isso eu ganhava muito dinheiro aqui mesmo. Eu tinha outro irmão que trabalhava igual eu”. Página 2 de 15
Transmissão de saberes
O mestre dedé ensinou o seu oficio a várias pessoas que trabalharam com ele ao longo de sua vida: “[. . . ] muitas pessoas aprenderam comigo a trabalhar madeira, fazer oficina engenhoca para moer cana. Muitas pessoas aprenderam comigo. Ajudante? Tinha sempre, tinha sempre pessoa que estavam comigo pra fazer trabalho, pegar aquelas madeiras pesadas que tudo era a braço, não tinha máquina nenhuma, de jeito nenhum. Os filhos meus tem um mais velho, esse mora lá em são paulo, ele é mestre de pedreiro é tudo ele faz muitas coisas, tem outro que tá lá em são paulo também esse daí ele sabe trabalhar de pedreiro de carpinteiro trabalha um pouco também. E tem outro aqui que fica igual um pedreiro ”. Acerca do ensino, podemos destacar o depoimento da filha de mestre dedé, ednilza. Ainda que ela não tenha aprendido com o pai, afirma que foi o trabalho dele que proporcionou melhores condições de vida para a família: “eu vejo assim ó, que teve no passado muito trabalho dele, então eu vejo como um mestre realmente, ele ensinou várias pessoas, contribuiu muito. Naquele tempo as coisas eram difíceis, para confeccionar uma casa de farinha, um engenho se não tivesse conhecimento não tinha como fazer mesmo, tinha pouco recurso, o trabalho que ele fazia para as pessoas, também para ganhar o dinheiro para sobreviver, manter nós, a família, os filhos, a esposa, ele mesmo. Ele ia ganhar o dinheiro. Aqui não tinha os recursos que nós tem hoje, as tecnologias. Então usava o engenho para fazer a rapadura, a casa de farinha, que tinha a roda manual, o roldão para ajudar a fazer a farinha para fazer a tapioca para poder sobreviver para ajudar as pessoas, então eu vejo assim um mestre mesmo não só para pessoas de fora, que contribuiu muito para mim, hoje eu só agradeço a ele. Hoje eu tenho meu salário não tão bom, mas bom eu considero bom, por causa dele que me deu o suporte para chegar aqui onde estou. As pessoas mais velhas reconhecem ele, hoje os mais novos não pegaram, era no tempo para lá 25 anos atrás. Mas na cidade os mais velhos reconhecem sim. Sim, quando eu fui assim de uma família graças a ele que nunca tive problema de passar necessidade, nós tinha uma roça que produzia bastante o milho, feijão, tudo de verdura e tudo de fruta, e também o gado a gente tinha bastante gado, ele e minha mãe ajudava bastante as pessoas necessitadas, sempre repartia o que nós tinha com o próximo. Pensava no próximo. ” página 3 de 15

