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Nêga (Joelma)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Joelma Ferreira da Silva
Data de nascimento
9 de junho de 1978
História de vida
Joelma Ferreira da Silva, amplamente conhecida em sua comunidade pelos nomes de Nêga ou Joelma, nasceu em 1978 e tem 48 anos. Atua profissionalmente como artesã e mestra de coco de roda e baianas. No que se refere ao seu histórico de moradia, reside atualmente no bairro Chã de Bebedouro, tendo sido residente no bairro de Bebedouro, rua Faustino Silvera.
Integra uma comunidade tradicional, declarando pertencer ao quilombo Muquem, local onde desempenha a função de Mestra Artesã. Sua história de vida é profundamente vinculada aos bens culturais do Artesanato, Coco de Roda e Baianas, nos quais exerce a função de Mestra. Com mais de 20 anos de experiência, ensina esses saberes tradicionais para outras pessoas, sendo essa atividade fundamental para o sustento e renda de sua família. Joelma também está relacionada ao Candomblé, expressão na qual desempenha o papel de Ekéde. Por fim, compõe os quadros da ASFOPAL — organização formal dedicada à divulgação de mestres brincantes e patrimônios vivos de Alagoas —, atuando ali no cargo de Mestre de Cultura.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Pertence a algum Povo ou Comunidade tradicional?
Povos e comunidades de terreiro/povos e comunidades de matriz africana
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
Este folguedo constitui uma variação rural dos Maracatus, sem a corte real, incorporando elementos dos pastoris, dos cocos, combinados com canções religiosas negras. Anteriormente era apresentado no carnaval mas atualmente é mais recorrente no ciclo natalino.
Todos os participantes são do sexo feminino: mestra, contra-mestra e puxa cordões. Elas usam trajes típicos das baianas: blusa rendada com babados, saias rodadas e estampadas, além de muitos colares e pulseiras. Por influência do pastoril, o cordão azul predomina em uma vestimenta e o encarnado na outra.
Também conhecido como Baianá, chegou ao Estado através dos municípios do Norte, vindos do Estado vizinho, Pernambuco. Desceu pela região serrana dos antigos quilombos e pelo litoral até Maceió, estabelecendo-se na região. Sua origem remonta às primeiras décadas do século XX.
Os ritmos quentes e envolventes que acompanham os cantos e danças dos Baianás são: abaianado, pancada-motor, machar, martelo, baião. Eles recebem influência de emboladas, cocos e cantorias de viola.
Nesses ritmos as dançarinas cantam peças que narram temas circunstanciais, sentimentais, líricos e amorosos. As Baianas cantam uma sequência composta por marchas de entrada ou abertura, peças variadas e , por fim, a despedida.
(ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)Localização
Relação com o bem cultural
Mestra de BaianaData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Terreiro é o nome dado ao espaço físico e à comunidade religiosa onde são praticadas as religiões de matriz africana no Brasil, tais como o Candomblé e a Umbanda.
É o centro da vida religiosa e social do grupo, sendo considerado um templo, um ilê (casa em iorubá) ou uma comunidade tradicional que preserva a memória ancestral, a cultura e os rituais africanos e afro-brasileiros.
É composto por alguns espaços, tais como o local onde se assenta o Axé (a força vital, a energia sagrada), fundamental para a vida e o equilíbrio da comunidade e do universo; Barracão ou salão principal, onde ocorrem os rituais públicos (como as giras na Umbanda e as festas de Candomblé), com cantos e danças; e os santuários ou Pejis que são espaços reservados para a guarda de objetos utilizados nos rituais e o culto às divindades (Orixás, Inquices ou Voduns).
Cada Terreiro é autônomo e liderado por uma Mãe de Santo (Yalorixá) ou um Pai de Santo (Babalorixá), responsáveis por zelar pelos fundamentos, iniciar novos membros (Filhos de Santo) e transmitir o conhecimento ancestral.
O Terreiro, portanto, é o ponto de encontro entre o mundo material e o espiritual, um guardião de saberes e um alicerce para a vida em comunidade, que proporciona o contato direto com o Axé e a Ancestralidade.
No que se refere ao território estudado foram localizados fazedores de cultura relacionados a essa prática no bairro do Pinheiro, Bebedouro e Mutange.Localização
Relação com o bem cultural
EkediData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
Mestra de Coco de RodaData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Trabalhos artesanais variados foram identificados no território objeto do estudo.
Foram identificados trabalhos artesanais em palha, barro, linhas e bordados, materiais reciclados, ferro, tecido. Alguns desses trabalhos artesanais estão diretamente relacionados aos ofícios da pesca e da mariscagem, realizados na Laguna Mundaú e aos adereços dos folguedos populares, com grupos de ocorrência no território, a exemplo do Guerreiro Alagoano.Localização
Relação com o bem cultural
Artesã especializada em CrochêData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas ocorrem na residênciaRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Fundada em 27 de Dezembro de 1985, pelo professor e folclorista alagoano Ranilson França de Souza (falecido no dia 14 de Agosto de 2006), a pedido dos mestres Juvêncio Joaquim, Mestre Paulo Olegário, Mestra Hilda Maria, Mestre Jorge Ferreira e Mestre Manoel Venâncio de Amorim (todos também já falecidos), a ASFOPAL (Associação de Folguedos Populares de Alagoas) é uma entidade cultural dedicada à preservação, valorização e promoção dos folguedos populares alagoanos, manifestações tradicionais que expressam a riqueza e a diversidade da cultura do estado.
Criada com o objetivo de organizar, representar e fortalecer os grupos de folguedos, a ASFOPAL reúne mestres, brincantes e artistas ligados a expressões como pastoril, guerreiro, reisado, maracatu, coco de roda, entre outros, atuando na defesa do patrimônio cultural imaterial de Alagoas.
A associação também tem papel importante na articulação com instituições públicas e culturais, buscando reconhecimento, apoio e políticas que garantam a continuidade das tradições populares e o respeito ao trabalho dos mestres da cultura.
Com sede em Maceió, a ASFOPAL é reconhecida como uma referência na salvaguarda das manifestações culturais populares alagoanas, contribuindo para a valorização da identidade e da memória do povo alagoano.
Podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem cultural no bairro de Bebedouro.Localização
Relação com o bem cultural
AssociadaData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
As celebrações afro-religiosas, também denominadas Xirê ou Toque, são manifestações culturais e espirituais vinculadas aos xangôs — denominação historicamente atribuída aos terreiros e praticantes de religiões de matriz afro-ameríndia em Alagoas. Caracterizam-se pela presença de cantos, toques de tambores, danças e rituais de devoção aos orixás, inquices, voduns, mestres, mestras e demais entidades espirituais, fortalecendo os vínculos de ancestralidade, identidade negra e pertencimento comunitário. Durante o Inventário, foram identificados fazedores de cultura vinculados a essas práticas religiosas e culturais.
Localização
Relação com o bem cultural
EkediRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil.Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino médio completo
Remuneração
Não é remunerado


