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Baiana/baianá
Características do bem
Projeto relacionado
Categoria de bem cultural
Descrição
Este folguedo constitui uma variação rural dos Maracatus, sem a corte real, incorporando elementos dos pastoris, dos cocos, combinados com canções religiosas negras. Anteriormente era apresentado no carnaval mas atualmente é mais recorrente no ciclo natalino.
Todos os participantes são do sexo feminino: mestra, contra-mestra e puxa cordões. Elas usam trajes típicos das baianas: blusa rendada com babados, saias rodadas e estampadas, além de muitos colares e pulseiras. Por influência do pastoril, o cordão azul predomina em uma vestimenta e o encarnado na outra.
Também conhecido como Baianá, chegou ao Estado através dos municípios do Norte, vindos do Estado vizinho, Pernambuco. Desceu pela região serrana dos antigos quilombos e pelo litoral até Maceió, estabelecendo-se na região. Sua origem remonta às primeiras décadas do século XX.
Os ritmos quentes e envolventes que acompanham os cantos e danças dos Baianás são: abaianado, pancada-motor, machar, martelo, baião. Eles recebem influência de emboladas, cocos e cantorias de viola.
Nesses ritmos as dançarinas cantam peças que narram temas circunstanciais, sentimentais, líricos e amorosos. As Baianas cantam uma sequência composta por marchas de entrada ou abertura, peças variadas e , por fim, a despedida.
(ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)
Localização
Pessoas e Organizações Relacionadas ao Bem
Detentores do bem cultural
Ameaças e Questões Internas
Riscos à transmissão
Baixo - há muitas pessoas transmitindo os conhecimentos
Ameaças externas
Desterritorialização compulsória, perda de territórios e vínculos comunitários
Descreva a ameaça externa
Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificado na cidade de Maceió, ocorrido nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Após a desocupação, grande parte do território foi demolida, processo que permanece em curso, tendo os moradores, ex-moradores, fazedores de cultura e população da cidade, perdido espaços e territórios de referência cultural relacionados à práticas e saberes imateriais.
O estudo em questão procurou identificar os fazedores e detentores de saberes vinculados aos bairros atingidos e os bens culturais aos quais se relacionam, bem como a redistribuição desta população, dentro da cidade de Maceió e para além dela, buscando compreender, de modo ampliado, os desafios enfrentados por essa população para lidarem com as consequências do que é considerado o maior desastre socioambiental em área urbana do mundo e o impacto deste, sobre o campo da cultura.
De modo geral a perda dos territórios, dos espaços de socialização comunitária, a desmobilização de redes de manutenção das práticas e repasse dos saberes e a fragilização de vínculos comunitários representam, em maior ou menor medida, uma ameaça aos bens culturais identificados.
Acesso e uso do território
Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificadas na cidade de Maceió, especificamente nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Boa parte do território já se encontra demolido por determinação da Defesa Civil da cidade de Maceió, processo que segue em curso e em constante processo de reavaliação. Outras partes do território estão desocupadas e seguem com acesso restrito.


