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Teatro de Bonecos Popular do Nordeste
Características do bem
Projeto relacionado
Categoria de bem cultural
Descrição
O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste é uma tradicional manifestação da cultura popular brasileira, presente em vários estados da região. Conhecido por diferentes nomes como Mamulengo, Babau, Cassimiro Coco e João Redondo, esse tipo de teatro é marcado pelo uso de bonecos artesanais manipulados por artistas populares, que encenam histórias cheias de humor, crítica social e elementos do cotidiano nordestino.
As apresentações costumam ocorrer em feiras, praças e festas populares, reunindo música, improviso e sátira. Por meio dos bonecos, o artista expressa a sabedoria popular e faz comentários sobre temas sociais, políticos e culturais, mantendo viva uma importante forma de arte oral e visual.
Em 2015, o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No ano seguinte, em 2016, foi também inscrito na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, em reconhecimento à sua relevância para a identidade e a diversidade cultural do povo nordestino e brasileiro.
No que se refere aos territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrências deste saber no bairro do Pinheiro.
Localização
Pessoas e Organizações Relacionadas ao Bem
Detentores do bem cultural
Ameaças e Questões Internas
Riscos à transmissão
Médio - há um número decrescente, porém ainda suficiente para a transmissão dos conhecimentos
Ameaças externas
Desterritorialização compulsória, perda de territórios e vínculos comunitários
Descreva a ameaça externa
Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificado na cidade de Maceió, ocorrido nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Após a desocupação, grande parte do território foi demolida, processo que permanece em curso, tendo os moradores, ex-moradores, fazedores de cultura e população da cidade, perdido espaços e territórios de referência cultural relacionados à práticas e saberes imateriais.
O estudo em questão procurou identificar os fazedores e detentores de saberes vinculados aos bairros atingidos e os bens culturais aos quais se relacionam, bem como a redistribuição desta população, dentro da cidade de Maceió e para além dela, buscando compreender, de modo ampliado, os desafios enfrentados por essa população para lidarem com as consequências do que é considerado o maior desastre socioambiental em área urbana do mundo e o impacto deste, sobre o campo da cultura.
De modo geral a perda dos territórios, dos espaços de socialização comunitária, a desmobilização de redes de manutenção das práticas e repasse dos saberes e a fragilização de vínculos comunitários representam, em maior ou menor medida, uma ameaça aos bens culturais identificados.
Acesso e uso do território
Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificadas na cidade de Maceió, especificamente nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Boa parte do território já se encontra demolido por determinação da Defesa Civil da cidade de Maceió, processo que segue em curso e em constante processo de reavaliação. Outras partes do território estão desocupadas e seguem com acesso restrito.


