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Junior, JR, (Genivaldo)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Genivaldo Soares Junior
Data de nascimento
19 de junho de 1987
História de vida
Genivaldo, conhecido como Junior ou JR, iniciou sua trajetória no Coco de Roda em 2000, ainda na Escola Rosalvo Ribeiro, em Bebedouro, onde dançou no grupo Mocidade. Depois, passou pelos grupos Renascer e Reviver e integrou o Malungos do Ilê, no qual atuou durante vários anos como puxador. Ao longo desse percurso, aprendeu diferentes dimensões do Coco de Roda, desenvolvendo habilidades como cantar, tocar instrumentos, elaborar coreografias e ensinar pisadas. Em 2006, fundou o Coco de Roda Los Coquitos, na Chã da Jaqueira, dando início também à sua atuação como professor e responsável pela transmissão dos conhecimentos adquiridos em sua trajetória.
Sua relação com a cultura popular está diretamente ligada às experiências vividas em Bebedouro, especialmente nas escolas Alberto Torres, Bom Conselho e Rosalvo Ribeiro, que desempenhavam importante papel na realização de atividades culturais. A Praça Lucena Maranhão também ocupava lugar central nesse circuito, reunindo grupos e apresentações durante festas de padroeiros, festejos juninos, celebrações do folclore e do Natal. Outros espaços, como o CRAS da Rua Manoel Inácio e o Porto do Flexal, integravam essa dinâmica cultural. Para Junior, o Coco de Roda contribuía para manter o bairro culturalmente ativo, reunindo moradores, atraindo pessoas de outras regiões de Maceió e possibilitando oportunidades de geração de renda para famílias da comunidade.
Atualmente, Junior preside o Coco de Roda Los Coquitos e a Liga de Cocos Alagoanos (LICOAL), conciliando atividades administrativas com a organização musical e cultural do grupo. A desocupação dos bairros afetados provocou mudanças significativas nessa atuação, sobretudo pela dispersão dos integrantes, que passaram a morar em localidades mais distantes, aumentando os custos e as dificuldades de deslocamento para os ensaios. Apesar dessas transformações, continua realizando e transmitindo a prática por meio do Los Coquitos, de oficinas e de atividades em escolas. Para ele, manter o Coco de Roda significa fortalecer uma expressão cultural aprendida no próprio território e criar condições para que seus conhecimentos continuem sendo compartilhados com as novas gerações.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Lugar onde é praticado o bem cultural
Relação do bem cultural com o lugar
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo
Remuneração
Regularmente


