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Mestre Luciano
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Luciano Rodrigues da Silva
Data de nascimento
21 de maio de 1980
História de vida
Mestre Luciano (Luciano Rodrigues da Silva) iniciou sua trajetória na Capoeira em 1994, ainda adolescente, a partir de um projeto social realizado na Escola Municipal Luiz Calheiros Júnior, no bairro do Pinheiro. Foi nesse contexto que conheceu Mestre Adeilton e passou a frequentar treinos em diferentes espaços de Maceió, como o CEPA, a Escola José Carneiro, praias e outros locais associados à prática da capoeira. Ao longo de sua formação, conviveu e treinou com diferentes mestres e grupos, entre eles Mestre Jaguar, Mestre Neném, Mestre Gueri e, especialmente, Mestre Jorge Ceará, da Associação Memória de Pastinha, com quem aprofundou seus conhecimentos sobre a Capoeira Angola. Em 1999, participou da criação da Associação de Capoeira Memória de Pastinha, passando também a ensinar e organizar atividades voltadas à transmissão desse saber.
Com mais de 20 anos de atuação, sua trajetória reúne as funções de capoeirista, professor, mestre, educador e articulador cultural. Foi graduado professor em 2000, contramestre em 2008 e, após ingressar na Associação Cultural Yá Capoeira, em 2017, recebeu a graduação de Mestre de Capoeira em 2023. Ao longo desse percurso, ministrou aulas em escolas e projetos sociais e promoveu atividades como o Festival de Maculelê e o Festival de Toques de Berimbaus, contribuindo para a circulação e transmissão de práticas relacionadas à capoeira e à cultura afro-brasileira. Antigo morador do Mutange, na localidade do Alto do Céu, também vivenciou espaços importantes para a capoeira nos bairros estudados e mantém sua atuação como educador, inclusive por meio de atividades desenvolvidas com crianças e outros públicos.
Sua atuação cultural também se estende à Dança Afro, ao teatro e ao cinema. Desde o início dos anos 2000, desenvolve trabalhos como ator, diretor, produtor e técnico de palco, tendo participado de diferentes grupos, companhias e espetáculos. Atualmente, concilia sua atividade profissional no campo educacional com a atuação artística e com a Capoeira, mantendo-se ligado à Yá Capoeira e à transmissão desse saber. Sua trajetória articula, assim, capoeira, educação, artes cênicas e ação social, tendo como eixo a valorização da cultura afro-brasileira e o uso das práticas culturais como instrumentos de formação, convivência e transformação social.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
Durante a realização do Inventário, foram identificados fazedores de cultura dos bairros de Mutange e Pinheiro que se reconheceram como profissionais vinculados à cadeia produtiva do cinema, bem como agentes atuantes em iniciativas de cineclubismo. Considerando a forte inter-relação entre essas práticas, optou-se por seu agrupamento sob um único título de bem cultural, denominado “Cinema e Cineclubismo”.
Esse agrupamento fundamenta-se na compreensão de que o cineclubismo constitui uma das principais formas de difusão, formação de público e reflexão crítica no campo do cinema, configurando-se como espaço coletivo de exibição, discussão e formação cinematográfica, organizado de forma independente e sem fins lucrativos. Por meio de sessões seguidas de debates, palestras e atividades educativas, os cineclubes valorizam obras autorais, clássicos, produções nacionais, independentes ou pouco exibidas no circuito comercial.
Historicamente, o cineclubismo desempenha papel relevante na circulação de ideias e na valorização do cinema como expressão artística e instrumento de reflexão social, evidenciando a continuidade entre produção, difusão e fruição audiovisual. Nesse sentido, o agrupamento em um único bem cultural busca refletir essa cadeia integrada de práticas e saberes.
No processo de levantamento, também foi identificada a ocorrência de um fazedor cultural do bairro de Bebedouro associado a esse mesmo campo de atuação, reforçando o caráter transversal e articulador do bem para além de um território específico.Localização
Relação com o bem cultural
Agente CulturalData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Mutange – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Foram identificados no território profissionais do teatro, dança (gêneros variados) e artes circenses, organizados em coletivos e associações ou atuando de forma independente. Atuavam junto às comunidades dos bairros inventariados, tendo alguns deles realocados suas sedes e locais de ensaio após a desocupação.
Localização
Relação com o bem cultural
Ator e técnico de palco, diretor de teatro e dançarinoData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Mutange – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior incompleto
Remuneração
Regularmente


