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Paulinho
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Paulo Jorge dos Santos
Data de nascimento
6 de janeiro de 1986
História de vida
Paulo Jorge dos Santos, conhecido como Paulinho ou Paulinho Cabeção, é artista e articulador cultural de 49 anos. Nasceu e cresceu na comunidade do Alto do Céu, localizada no bairro do
Pinheiro, onde viveu por 45 anos até a desocupação compulsória em 2019. No território, fundou o espaço cultural Grupo dos Amigos na Rua Santo Antônio, que servia como ponto de
encontro e ensaio para diversos coletivos locais. Sua atuação incluiu a organização de festas solidárias, encenações da Paixão de Cristo com crianças, o comando do bloco carnavalesco Amigos na Folia e o trabalho como marcador da Quadrilha Junina Amanhecer no Sertão.
O desastre da mineração interrompeu suas atividades e o forçou a se mudar para o Ouro Preto. O êxodo dispersou os brincantes e causou sérios impactos na saúde mental dos antigos vizinhos. Como forma de resistência, ele mantém o bloco ativo na rua para servir de terapia e promover o reencontro da comunidade.
Atualmente, Paulinho trabalha na criação da Associação dos Grupos Culturais Atingidos. Para o futuro, ele deseja que a mineradora e o poder público entreguem um centro cultural permanente, administrado pelas próprias vítimas, garantindo um local seguro para preservar acervos, expor troféus e qualificar os jovens da região.
Atuou como Agente Comunitário de Pesquisa no projeto IPCI Maceió, contribuindo para as atividades de pesquisa e levantamento de informações junto às comunidades participantes. Para conhecer mais sobre o/a fazedor/a cultural e sua participação no projeto, consulte a seção Agentes do Patrimônio.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
Diretor Geral e Cantador do Coco de Roda "Luar de Prata"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
16 a 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
A quadrilha junina é uma dança tradicional das festas de Junho do Nordeste brasileiro, inspirada nas danças de salão europeias trazidas pelos portugueses e adaptada à cultura popular. Trata-se de uma dança coletiva, coreografada e encenada, que celebra os festejos dedicados aos santos católicos do período, com trajes, músicas, marcação e passos que podem apresentar variações a depender do caráter tradicional ou estilizado do grupo em questão.
Em Maceió, os bairros objeto de estudo do Inventário, são uma referência na realização dessa prática com significativa concentração de dançarinos(as) e grupos. Seus integrantes costumam estar envolvidos também com outras danças e atividades culturais, tais como Coco de Roda, Dança Afro, Boi de Carnaval.Localização
Relação com o bem cultural
Marcador de QuadrilhaData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
16 a 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
(Informações extraídas o INRC AL)
PERÍODO FIXO: 22 a 31 / janeiro.
Acontece desde a década de 1980, com a chegada da imagem do Menino Jesus na Paróquia.
Todos os Grupos da igreja participam de alguma forma da festa. Existe uma ajuda mútua para
que tudo saia da maneira esperada.
A Festa ocorre durante os 9 dias na igreja e em sua lateral. Na lateral esquerda da igreja, é uma
rua pavimentada, mas o fluxo não é intenso, podendo fechar e realizar a festa externa.
O público participante é composto por: fiéis da paróquia, convidados de paróquias vizinhas,
e a comunidade católica do bairro.
A Preparação é iniciada pela secretaria da igreja, que mobiliza os movimentos e grupos da
paróquia. Após a comunicação entre eles, é feita uma lista com as responsabilidades de cada
movimento/grupo.
As responsabilidades se dividem em: Comunicação, Canto, Liturgia, Festa Externa (Noiteiros e Quermesse) e Procissão.
Os recursos financeiros são captados por meio de rifas, etc. promovido pelos grupos da igreja e
pela secretaria da igreja.
Principais momentos/Etapas da Procissão:
Hasteamento da bandeira / Antes da missa, há o hasteamento da bandeira do Menino Jesus.
Seguido de belas palavras do pároco. / Pároco, Diácono, Acólitos e Ancilas.
Entrada das bandeiras de cada movimento / No começo da missa, há uma entrada especial com os
movimentos da igreja. Mostrando para a paróquia a riqueza que nossa paróquia possui./ Participantes dos movimentos da igreja.
Cortejo da Procissão (Depois dos 9 dias de festa) /A procissão segue com charolas de Menino Jesus e Nossa Senhora de Fátima. Seguido geralmente por alguns cantores do Coral Fanuel, rezando e cantando junto com os fiéis./ Pároco, Diácono, Acólitos e Ancilas, Movimentos/Grupos e Coral Fanuel.
Processual:
- a imagem de Menino Jesus sai da casa paroquial em um pequeno cortejo.
- ao chegar na igreja, os fiéis acompanham a imagem junto com o pároco, diácono e seus
coroinhas.
- logo em seguida sai o carro de som, ajudando na animação.
- após a procissão, a imagem é levada até o altar da igreja. (com muita animação o coral entoa o
hino do padroeiro)
Itinerário (ruas do bairro do Pinheiro)
- Rua Rosalvo Prata (casa paroquial)
- Alameda Acre
- Rua Prof. Mário Marroquim
- Rua Clarêncio Jucá
- Rua Prof. José da Silva Camerino
- Rua Francisco Amorim
- Rua Basileu de Meira Barbosa
- Rua Santo Antônio-entra rua transversal depois da Escola Municipal Luiz Calheiros Jr.
- Rua Santa Júlia
- Rua do Arame
- Alameda Cel. Antônio Pantaleão da Silva
- Alameda Dr. Claudenor de Albuquerque Sampaio
- Rua do Arame
- Rua Cel. Lima Rocha (passando em frente à Igreja Nossa Senhora de Nazaré
- Rua Fausto Corrêa Vanderlei
- Rua Galdino Ramos Vasconcelos
- Rua Basileu de Meira Barbosa
- Alameda Dr. Claudenor de Albuquerque Sampaio
- Alameda Acre
- Rua Prof. Mário Marroquim (Fim da procissão).
Observação: A descrição da procissão já não corresponde ao modo como a comunidade se organiza atualmente, uma vez que o bairro do Pinheiro foi desocupado e amplamente demolido em virtude da ação da mineração.
Podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem cultural no bairro do Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
Coordenador(a) de Eventos ParoquiaisData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
16 a 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Nesta categoria foram agrupadas práticas festivas e celebrações coletivas promovidas por paróquias católicas e instituições comunitárias nos bairros de Bebedouro e Bom Parto. Durante o Inventário, foram identificados fazedores de cultura vinculados à organização e realização de festividades juninas e natalinas de bairro, caracterizadas por apresentações culturais, celebrações religiosas, ornamentações comunitárias e atividades de confraternização. Também integram esse conjunto práticas relacionadas aos desfiles escolares com bandas fanfarras e à Festa das Crianças realizada nos bairros de Bebedouro, especialmente na região dos Flexais, e Pinheiro. Essas atividades mobilizam moradores de diferentes faixas etárias — de crianças e jovens a adultos e idosos —, constituindo práticas heterogêneas, intergeracionais e de forte base comunitária, que fortalecem os vínculos de pertencimento, sociabilidade e continuidade das tradições comunitárias nos territórios.
Localização
Relação com o bem cultural
Agente Cultural de festas comunitáriasData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
16 a 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo
Remuneração
Não remunerado


