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Dona Zezé do Pastoril (Maria José)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Maria José da Silva
Data de nascimento
27 de setembro de 1940
História de vida
Maria José da Silva, conhecida em sua comunidade pelo apelido de Dona Zezé, nasceu em 1940 e tem 85 anos de idade.
Trabalhou profissionalmente como costureira e hoje encontra-se aposentada, sendo residente no bairro da Chã de Bebedouro. Em sua trajetória de moradia pelas regiões mapeadas, também habitou o bairro de Bebedouro, localidade onde residia na Rua Mem de Sá, sem número. Sua história de vida e identidade cultural estão profundamente vinculadas ao Pastoril, bem cultural no qual desempenha a função de Mestra. Com mais de 20 anos de experiência, atua na transmissão desse conhecimento ensinando a tradição popular a outras pessoas.
Além do pastoril, Dona Zezé também acumula vivências e experiências junto ao Coco de Roda (Juventude em Ação), Baianas (Rosas do Lar), Pastoril Infantil (Mensageiros da Paz) e Coral. Por toda história junto às práticas populares, Dona Zezé é reconhecida como uma liderança local, sendo ainda presidenta da associação comunitária da Chã de Bebedouro.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas nos Questionários 1 e 2, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio da entrevista em vídeo, realizada com uma amostragem específica de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
O registro audiovisual permite conhecer, por meio da imagem e do som, aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Também possibilita documentar narrativas, expressões, gestos e demonstrações de práticas culturais, complementando as informações produzidas nas etapas anteriores e ampliando as possibilidades de registro, preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
É um fragmento dos Presépios, acrescentado de outras canções, mas sem a representação dramática, com jornadas soltas e danças religiosas de estilo e épocas diferentes. Origina-se de autos portugueses antigos.
É o mais conhecido e difundido folguedo popular de Alagoas. Apesar de não haver sequência, as canções iniciais são sempre saudações de boa noite e as finais, de despedida.
Ao trajes do pastoril são idênticos aos dos Presépios: as pastoras se dividem em dois cordões, trajando-se de azul e encarnado. Usam saias, aventais, boleros bordados com lantejoulas, faixas, blusas e chapéus ou diademas, acompanhando-se de pandeiros especiais feitos de latas, com cabo, ornado com fitas com a cor dos cordões. Os personagens são: Mestra, Contramestra, Diana, Pastor e demais Pastoras.
Nesse folguedo é enfatizado o duelo entre os cordões azul e encarnado. Durante as apresentações, os partidários dos dois cordões compram votos para a cor de sua preferência, causando disputas e até brigas, nascendo assim o leilão do Cravo e da Rosa.
Outro elemento interessante é a chamada das Pastoras em cena que vêm para receber ofertas de dinheiros, dançando ao som de ritmos populares, geralmente frevo. A coroação da Rainha acontece na última noite da brincadeira e sairá vencedor o cordão que obtiver o maior número de votos.
Em alguns Pastoris intercalam-se partes como a da Cigana, da Borboleta, do Caçador, do Diabo, a Estrela, prisão da Contramestra a mando da Mestra, o Velho Pastor, a Florista, a Lavadeira, a Camponesa, entre outros. Nessas partes, vestem-se a caráter.
Acompanha conjunto de sopro e percussão ou violões e sanfona.
(ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)
No que se refere ao territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência deste saber nos bairros de Bebedouro e Mutange.Localização
Relação com o bem cultural
Mestra do Pastoril "Estrela do Oriente"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
Mestra do Coco de Roda "Juventude em Ação"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
O ofício de acarajé é a prática tradicional das baianas de acarajé, que se tornou Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Essa prática inclui a produção e venda de acarajés e outras "comidas de baiana" em espaços públicos, sendo uma atividade predominantemente feminina com fortes raízes religiosas e culturais ligadas ao culto dos orixás. Além do preparo da comida, o ofício engloba a indumentária (turbantes, panos e colares) e os rituais associados, representando uma importante expressão de resistência e memória afro-brasileira.
No contexto alagoano, mais especificamente na cidade de Maceió, no entanto, o acarajé é comercializado predominantemente como lanche ou comida de rua, em carrinhos semelhantes aos de pipoca, adaptados ao preparo do acarajé. A venda é feita por homens e mulheres sem relação diretamente declarada à qualquer religião de matriz africana, trajados sem vestimenta específica. É um alimento facilmente encontrado em praças, pequenos centros de comércio e também nas praias urbanas.
No que se refere ao territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência deste saber nos bairros de Bebedouro, Pinheiro e Farol.Localização
Relação com o bem cultural
Quituteira/ Cozinheira RegionalData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Nesta categoria foram agrupados fazedores de cultura envolvidos na organização, produção e articulação de eventos culturais, religiosos, artísticos e comunitários de diferentes portes, realizados nos territórios estudados. Incluem-se nesse conjunto pessoas responsáveis pela mobilização comunitária, planejamento, coordenação de atividades, montagem de programações, apoio logístico e promoção de ações culturais que dinamizam a vida social local. Essas atuações estão presentes em festividades, apresentações artísticas, celebrações religiosas, ações formativas, eventos escolares e iniciativas comunitárias, contribuindo para o fortalecimento das redes de sociabilidade, da participação coletiva e da continuidade das práticas culturais nos bairros de Bom Parto, Bebedouro, Mutange, Pinheiro e Farol.
Localização
Relação com o bem cultural
Liderança comunitária e agente cultural dos grupos: Dança Moderna, Balé, Teatro; Pastoril Infantil (Mensageiros da Paz); Quadrilha Junina (Ilha da Matutagem)Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Este folguedo constitui uma variação rural dos Maracatus, sem a corte real, incorporando elementos dos pastoris, dos cocos, combinados com canções religiosas negras. Anteriormente era apresentado no carnaval mas atualmente é mais recorrente no ciclo natalino.
Todos os participantes são do sexo feminino: mestra, contra-mestra e puxa cordões. Elas usam trajes típicos das baianas: blusa rendada com babados, saias rodadas e estampadas, além de muitos colares e pulseiras. Por influência do pastoril, o cordão azul predomina em uma vestimenta e o encarnado na outra.
Também conhecido como Baianá, chegou ao Estado através dos municípios do Norte, vindos do Estado vizinho, Pernambuco. Desceu pela região serrana dos antigos quilombos e pelo litoral até Maceió, estabelecendo-se na região. Sua origem remonta às primeiras décadas do século XX.
Os ritmos quentes e envolventes que acompanham os cantos e danças dos Baianás são: abaianado, pancada-motor, machar, martelo, baião. Eles recebem influência de emboladas, cocos e cantorias de viola.
Nesses ritmos as dançarinas cantam peças que narram temas circunstanciais, sentimentais, líricos e amorosos. As Baianas cantam uma sequência composta por marchas de entrada ou abertura, peças variadas e , por fim, a despedida.
(ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)Localização
Relação com o bem cultural
Mestra do Baianá "Rosas do Lar'Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Fazedores de Cultura relacionados a diferentes gêneros musicais foram identificados no território. Artistas, intérpretes, compositores, instrumentistas. Há ainda os que estão vinculados ao contexto dos folguedos e práticas populares, mestres, mestras e brincantes (músicos) relacionados ás múltiplas formas de expressão presentes nos bairros estudados.
Localização
Relação com o bem cultural
Cantora de Coral "Renascer"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Trabalhos artesanais variados foram identificados no território objeto do estudo.
Foram identificados trabalhos artesanais em palha, barro, linhas e bordados, materiais reciclados, ferro, tecido. Alguns desses trabalhos artesanais estão diretamente relacionados aos ofícios da pesca e da mariscagem, realizados na Laguna Mundaú e aos adereços dos folguedos populares, com grupos de ocorrência no território, a exemplo do Guerreiro Alagoano.Localização
Relação com o bem cultural
Artesã especializada em bonecaria e artes têxteisData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino médio completo
Remuneração
Não remunerado


