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Ciranda
Características do bem
Projeto relacionado
Categoria de bem cultural
Descrição
Ciranda é uma manifestação cultural popular brasileira que envolve música e dança coletiva em roda, marcada pela simplicidade dos movimentos e pelo forte caráter participativo. É tradicionalmente associada ao litoral do Pernambuco, especialmente na região de Olinda e na Ilha de Itamaracá mas durante a realização do Inventário encontramos a ocorrência de fazedores culturais de Bebedouro e do Mutange que se apresentaram associados a este bem.
Na ciranda, os participantes formam um grande círculo, de mãos dadas, dançando ao som de instrumentos como o bombo, o ganzá e o tarol, enquanto entoam cantigas de ritmo cadenciado e refrões repetitivos. A dança é conduzida por um mestre ou mestra, que puxa os versos e orienta o andamento da roda.
Mais do que uma prática artística, a ciranda é uma expressão de convivência e inclusão, aberta à participação de pessoas de todas as idades. Tornou-se um símbolo da cultura popular nordestina e ganhou projeção nacional por meio de mestres como Lia de Itamaracá, sendo reconhecida como importante patrimônio cultural do Brasil.
Localização
Pessoas e Organizações Relacionadas ao Bem
Detentores do bem cultural
Ameaças e Questões Internas
Riscos à transmissão
Baixo - há muitas pessoas transmitindo os conhecimentos
Ameaças externas
Desterritorialização compulsória, perda de territórios e vínculos comunitários
Descreva a ameaça externa
Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificado na cidade de Maceió, ocorrido nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Após a desocupação, grande parte do território foi demolida, processo que permanece em curso, tendo os moradores, ex-moradores, fazedores de cultura e população da cidade, perdido espaços e territórios de referência cultural relacionados à práticas e saberes imateriais.
O estudo em questão procurou identificar os fazedores e detentores de saberes vinculados aos bairros atingidos e os bens culturais aos quais se relacionam, bem como a redistribuição desta população, dentro da cidade de Maceió e para além dela, buscando compreender, de modo ampliado, os desafios enfrentados por essa população para lidarem com as consequências do que é considerado o maior desastre socioambiental em área urbana do mundo e o impacto deste, sobre o campo da cultura.
De modo geral a perda dos territórios, dos espaços de socialização comunitária, a desmobilização de redes de manutenção das práticas e repasse dos saberes e a fragilização de vínculos comunitários representam, em maior ou menor medida, uma ameaça aos bens culturais identificados.
Acesso e uso do território
Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificadas na cidade de Maceió, especificamente nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Boa parte do território já se encontra demolido por determinação da Defesa Civil da cidade de Maceió, processo que segue em curso e em constante processo de reavaliação. Outras partes do território estão desocupadas e seguem com acesso restrito.


