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Carmelita Alves
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Carmelita Alves de Souza
Data de nascimento
7 de maio de 1952
História de vida
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas na etapa inicial da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
As informações correspondem ao Questionário 1 (Censo Comunitário), instrumento de caráter predominantemente quantitativo, aplicado de forma abrangente para identificar e caracterizar os fazedores de cultura e as referências culturais às quais estão vinculados.
Por se tratar da etapa inicial de identificação, este perfil apresenta informações mais sintéticas, relacionadas à caracterização do participante e à sua vinculação com as referências culturais identificadas. Esses dados contribuíram para a construção de um panorama dos fazedores, práticas e saberes identificados pela pesquisa.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
É um fragmento dos Presépios, acrescentado de outras canções, mas sem a representação dramática, com jornadas soltas e danças religiosas de estilo e épocas diferentes. Origina-se de autos portugueses antigos.
É o mais conhecido e difundido folguedo popular de Alagoas. Apesar de não haver sequência, as canções iniciais são sempre saudações de boa noite e as finais, de despedida.
Ao trajes do pastoril são idênticos aos dos Presépios: as pastoras se dividem em dois cordões, trajando-se de azul e encarnado. Usam saias, aventais, boleros bordados com lantejoulas, faixas, blusas e chapéus ou diademas, acompanhando-se de pandeiros especiais feitos de latas, com cabo, ornado com fitas com a cor dos cordões. Os personagens são: Mestra, Contramestra, Diana, Pastor e demais Pastoras.
Nesse folguedo é enfatizado o duelo entre os cordões azul e encarnado. Durante as apresentações, os partidários dos dois cordões compram votos para a cor de sua preferência, causando disputas e até brigas, nascendo assim o leilão do Cravo e da Rosa.
Outro elemento interessante é a chamada das Pastoras em cena que vêm para receber ofertas de dinheiros, dançando ao som de ritmos populares, geralmente frevo. A coroação da Rainha acontece na última noite da brincadeira e sairá vencedor o cordão que obtiver o maior número de votos.
Em alguns Pastoris intercalam-se partes como a da Cigana, da Borboleta, do Caçador, do Diabo, a Estrela, prisão da Contramestra a mando da Mestra, o Velho Pastor, a Florista, a Lavadeira, a Camponesa, entre outros. Nessas partes, vestem-se a caráter.
Acompanha conjunto de sopro e percussão ou violões e sanfona.
(ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)
No que se refere ao territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência deste saber nos bairros de Bebedouro e Mutange.Localização
Relação com o bem cultural
BrincanteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
6 a 10 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Mutange – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Ciranda é uma manifestação cultural popular brasileira que envolve música e dança coletiva em roda, marcada pela simplicidade dos movimentos e pelo forte caráter participativo. É tradicionalmente associada ao litoral do Pernambuco, especialmente na região de Olinda e na Ilha de Itamaracá mas durante a realização do Inventário encontramos a ocorrência de fazedores culturais de Bebedouro e do Mutange que se apresentaram associados a este bem.
Na ciranda, os participantes formam um grande círculo, de mãos dadas, dançando ao som de instrumentos como o bombo, o ganzá e o tarol, enquanto entoam cantigas de ritmo cadenciado e refrões repetitivos. A dança é conduzida por um mestre ou mestra, que puxa os versos e orienta o andamento da roda.
Mais do que uma prática artística, a ciranda é uma expressão de convivência e inclusão, aberta à participação de pessoas de todas as idades. Tornou-se um símbolo da cultura popular nordestina e ganhou projeção nacional por meio de mestres como Lia de Itamaracá, sendo reconhecida como importante patrimônio cultural do Brasil.Localização
Relação com o bem cultural
BrincanteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
6 a 10 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Mutange – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
A quadrilha junina é uma dança tradicional das festas de Junho do Nordeste brasileiro, inspirada nas danças de salão europeias trazidas pelos portugueses e adaptada à cultura popular. Trata-se de uma dança coletiva, coreografada e encenada, que celebra os festejos dedicados aos santos católicos do período, com trajes, músicas, marcação e passos que podem apresentar variações a depender do caráter tradicional ou estilizado do grupo em questão.
Em Maceió, os bairros objeto de estudo do Inventário, são uma referência na realização dessa prática com significativa concentração de dançarinos(as) e grupos. Seus integrantes costumam estar envolvidos também com outras danças e atividades culturais, tais como Coco de Roda, Dança Afro, Boi de Carnaval.Localização
Relação com o bem cultural
BrincanteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
6 a 10 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Mutange – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino médio completo
Remuneração
Regularmente


