Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Francisco Xavier da Silva
Data de nascimento
13 de fevereiro de 1961
História de vida
Nascido na cidade de São José do Egito, em Pernambuco, Gavião iniciou-se na música ainda criança. Aos dez anos de idade, já tocava zabumba ao lado de Caboquinho e do primo Antônio, animando festas de casamento e eventos nos municípios vizinhos. Aos 17 anos, migrou para o Rio de Janeiro, trazido pelo irmão José Ramos, cantor e compositor que já vivia na cidade. Inicialmente, trabalhou em obras e residiu no bairro de Bonsucesso, na área conhecida como Nova Holanda. No entanto, a música rapidamente voltou a ocupar sua vida. Frequentando feiras e eventos (como o Forró da Praia, em Copacabana) onde se apresentavam músicos nordestinos, foi convidado por Zé da Onça para atuar como zabumbeiro. A partir de então, consolidou-se no forró fluminense e, em poucos anos, abandonou os trabalhos em outros ramos para viver exclusivamente da música. Sua trajetória no Sudeste foi marcada pela participação em diversos trios e grupos, como o Trio Cariri, o Trio Alvorada e Os Gaviões do Nordeste, todos na década de 1980. Neste último, permaneceu por cerca de 17 anos, gravando discos e se apresentando em turnês e eventos de grande porte, como o São João de Campina Grande. Posteriormente, criou o grupo Gaviões do Forró e, após outros projetos e trabalhos independentes — entre eles uma parceria com o sanfoneiro Zé Calixto — fundou o trio Os Três Nordestinos, ao lado do sanfoneiro Adriano Justino, nos anos 2000. O grupo permanece em atividade há mais de duas décadas. Também atuou como compositor, responsável por criações como “Agitando a Rapaziada” e “Que Falta Seu Amor Me Faz”. Suas composições já foram gravadas por diversos intérpretes e grupos, como Os Filhos do Nordeste, Zé Calixto e Trio Forrozão, dentre outros.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
A trajetória de Gavião envolve o trabalho, ao longo de mais de quatro décadas, com instrumentistas, cantores, produtores e casas de show. Desde a sua chegada ao Rio de Janeiro, vem se articulando com forrozeiros envolvidos em feiras e eventos pelo estado. Por meio dos seus trios e grupos, fortaleceu conexões interestaduais com redes de demais cidades, como Campina Grande e Manaus.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Gavião do Forró é zabumbeiro, cantor e compositor. Dedica-se ao forró pé-de-serra, que considera como uma raíz nordestina. Demonstra preocupação com a perda de espaço das tradições do forró em rádios e grandes programações, especialmente após a popularização de outros subgêneros e tendências comerciais. Neste momento, atua com mais ênfase em restaurantes de culinária nordestina e eventos no estado do Rio de Janeiro.
Aprendizado do bem
Sua formação musical foi essencialmente prática, resultado do convívio e da observação de músicos mais experientes. Algumas das suas inspirações artísticas são o zabumbeiro Parafuso, Os Três do Nordeste, o Trio Nordestino e Luiz Gonzaga.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Gavião destaca a existência de diversos trios e músicos que, no Rio de Janeiro, mantêm as tradições do forró em suas práticas. No estado, ele aponta para a existência de diversos forrozeiros, bem como um público contundente, na região da Baixada Fluminense – sobretudo em municípios como Duque de Caxias e Nova Iguaçu. Também demonstra preocupação com a diminuição de casas de show voltadas aos forrós de matrizes tradicionais e com a substituição dos trios pé-de-serra por formações de teclado. Ao fim, ainda destaca que grande parte do circuito fluminense, atualmente, se encontra em restaurantes nordestinos.
Transmissão de saberes
O compartilhamento dos seus saberes ocorre principalmente pela oralidade e o convívio com diferentes gerações de artistas.




