Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Mário José Braz Júnior
História de vida
Natural de Volta Redonda (RJ), Marinho Braz estabeleceu sua base de atuação na capital fluminense, consolidando 30 anos de dedicação exclusiva ao forró e à dança de salão. Sua formação profissional iniciou-se em 1994 na escola de Jaime Arôxa. Transição para o forró ocorreu em 1996 por viés de resistência cultural. Realizou imersão em Recife com o mestre Jô Passos (in memoriam), percorrendo nove estados do Nordeste, do interior da Bahia ao Maranhão, pesquisando em comunidades quilombolas e aldeias indígenas. Em 1998, mudou-se para São Paulo para atuar no movimento do forró universitário. Como estratégia contra o preconceito regionalista, adotou deliberadamente uma identidade baiana até 2020. Teve projeção nacional em programas como Jô Soares, Xuxa e Faustão, e publicou o livro "Forró Bodofural". Foi chancelado por Dominguinhos em um de seus últimos registros em vídeo. Internacionalizou sua carreira entre 1999 e 2009, atuando em 36 cidades de 20 países na Europa.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Organizações representativas
Descrição da atuação em rede
Mantém uma rede de colaboração com os principais expoentes da dança de salão, como Jaime Arôxa e Carlinhos de Jesus. No campo musical, possui o Trio Nordestino como padrinhos artísticos. Um marco histórico de sua trajetória é a chancela de Dominguinhos, que, em um de seus últimos registros em vídeo antes de falecer, concedeu uma entrevista legitimando o trabalho de Marinho e aceitando o posto de padrinho de honra do Festival Mundial de Forró
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Atua como mestre de dança, gestor cultural, pesquisador e DJ. Fundou a Academia Brasileira de Forró no interior da Feira de São Cristóvão e cataloga a diversidade técnica do gênero em vertentes específicas.
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
1996
Aprendizado do bem
Formação inicial em 1994 na escola de Jaime Arôxa (base em dança de salão); imersão em Recife com o mestre Jô Passos (in memoriam); pesquisa de campo percorrendo nove estados do Nordeste, do interior da Bahia ao Maranhão, em comunidades quilombolas e aldeias indígenas para identificar raízes ancestrais; formação em gestão empresarial pelo SEBRAE para profissionalizar a administração de seus projetos.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
A relação do forró com o lugar é marcada por estratégias de resistência e legitimação territorial. Marinho constatou que premiações de dança excluíam o forró por ser pejorativamente rotulado como "coisa de paraíba" (Rio) ou "baiano" (São Paulo), o que o motivou a legitimar a modalidade. Como estratégia política, adotou identidade baiana até 2020 para combater o preconceito regionalista. Sua internacionalização (1999-2009) foi responsável direta pela expansão do forró na Europa, que hoje abriga mais de 85 festivais. Atualmente, sua atuação quantifica-se em aproximadamente 600 alunos entre Catete e Feira de São Cristóvão.
Aprendizado do bem
Formação inicial em 1994 na escola de Jaime Arôxa (base em dança de salão); imersão em Recife com o mestre Jô Passos (in memoriam); pesquisa de campo percorrendo nove estados do Nordeste, do interior da Bahia ao Maranhão, em comunidades quilombolas e aldeias indígenas para identificar raízes ancestrais; formação em gestão empresarial pelo SEBRAE para profissionalizar a administração de seus projetos.
Transmissão de saberes
Autor do primeiro método de ensino de forró reconhecido pelo MEC, via Faculdade de Facto, tendo formado dezenas de profissionais, Pedagogia que inclui exercícios de coordenação motora e preparação física para evitar lesões (uso de cordas, técnica de "sabonetar a mão"), Atuação no debate geracional da dança, mantendo a terminologia tradicional de "Dama e Cavalheiro", Cia Marinho Braz como plataforma integrada de aulas presenciais, ensino online, formação de professores e produção de eventos, Academia Brasileira de Forró na Feira de São Cristóvão
Escolaridade ou formação profissional
Ensino técnico completo
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Lei Rouanet, Patrocínios da Prefeitura do Rio de Janeiro através da Secretaria de Esporte, Contrato de trabalho de dez anos (1999-2009) para implementação do forró no continente europeu.
Itens relacionados a este
3.3 - Identificação - Bem Cultural
Detentores do bem cultural




