Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Anderson Agassis
Data de nascimento
13 de março de 1988
História de vida
Andynho Caxote, nome artístico de Anderson Agassis, é natural de Petrópolis, no Rio de Janeiro, e possui uma trajetória marcada pela música e pelo forró. Vindo de uma família ligada à música, cresceu em contato com instrumentos e referências musicais brasileiras. Seu avô era professor de música e sua família mantinha forte relação com a formação musical, o que influenciou diretamente sua aproximação com a arte desde cedo.
Seu início no forró aconteceu a partir do grupo Toco de Graúna, formado inicialmente como um grupo de choro. Com o tempo, Andynho começou a compor músicas inspiradas no forró pé de serra, dando origem ao projeto Caixote. O grupo se destacou em Petrópolis por misturar elementos do choro e do forró, além de utilizar formações diferentes das tradicionais bandas de forró, criando uma identidade própria dentro da cena musical local.
Ao longo de sua trajetória, Andynho também atuou na formação de músicos e participou de projetos culturais ligados ao forró e à dança, junto de seu irmão William. Além das apresentações musicais, contribuiu para fortalecer a cultura do forró na região serrana do Rio de Janeiro. Mais tarde, passou a morar fora do Brasil, vivendo atualmente na Holanda, onde continua desenvolvendo projetos ligados ao forró e à cultura brasileira.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Atua de forma articulada com seu irmão, William Hcis, que coordena o projeto Sou Forrozeiro em Petrópolis. Mantém parcerias de longa data com músicos como Léo Rugero, Suzane e Guido (da Tribo de Gonzaga), além de conectar músicos europeus à linguagem do forró brasileiro.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Andynho Caxote atua no forró principalmente como músico, cantor, compositor e instrumentista. Sua trajetória está ligada à criação e participação em bandas de forró, especialmente o projeto Caixote, onde desenvolveu apresentações musicais e composições autorais voltadas ao forró pé de serra e à música brasileira.
Além de cantar, Andynho toca violão e instrumentos de percussão, também trabalhando na formação de músicos e em oficinas ligadas à música e ao forró. Sua ocupação dentro do bem cultural do forró envolve tanto a performance musical quanto a produção e difusão cultural, participando da organização de projetos, eventos e iniciativas relacionadas ao forró e à cultura nordestina.
Aprendizado do bem
Andynho Caxote aprendeu o bem cultural do forró a partir de sua formação musical dentro da própria família e da convivência com músicos da cena cultural de Petrópolis. Em sua entrevista, ele relata que sua família possuía um conservatório de música livre e que seu avô, Eli Agassis, era professor de música e estudou com um professor ligado à Escola de Heitor Villa-Lobos. Além disso, destaca que sua família tinha forte ligação com a música brasileira, especialmente através do piano, do violão e do acordeon.
Seu contato com o forró foi fortalecido pela influência da banda Tribo de Gonzaga, grupo que ele cita como uma das principais referências na cidade de Petrópolis. A partir dessa aproximação, começou a compor músicas inspiradas no forró pé de serra e levou essas composições para o grupo Toco de Graúna, criado inicialmente como um grupo de choro ao lado de músicos como Laio e Madá. Dessa experiência surgiu posteriormente o projeto Caixote.
Andynho também afirma que grande parte de seu aprendizado aconteceu na prática, através das apresentações, das trocas com outros músicos e da participação na cena cultural local, desenvolvendo seus conhecimentos dentro das bandas, ensaios e projetos ligados ao forró e à música brasileira.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
A relação do bem cultural do forró com o lugar aparece de forma muito forte na trajetória de Andynho Caxote em Petrópolis. Embora o forró tenha origem nordestina, ele destaca que a cidade possui uma cena cultural intensa e um forte movimento ligado ao gênero, com bandas, músicos, festas e projetos culturais. Foi nesse contexto que Andynho desenvolveu sua atuação musical e criou o projeto Caixote.
Petrópolis aparece em sua trajetória como um espaço de circulação cultural, onde aconteciam shows, arraiais, apresentações em casas de evento e festivais. O músico também cita grupos importantes da cidade, como a Tribo de Gonzaga, além de mencionar a presença de músicos, produtores culturais e projetos de dança ligados ao forró. Dessa forma, o bem cultural do forró se relaciona com o lugar através das redes culturais construídas na cidade, das apresentações musicais e da formação de artistas e público dentro da cena cultural petropolitana.
Transmissão de saberes
Na trajetória de Andynho Caxote, a transmissão de conhecimentos sobre o bem cultural do forró acontece principalmente de forma prática e coletiva. Durante a entrevista, ele relata que atuou como professor de música e participou diretamente da formação de novos músicos dentro dos projetos ligados ao Caixote e ao Núcleo Soforrozeiro. Segundo Andynho, muitos integrantes das bandas e projetos começaram como seus alunos, aprendendo instrumentos ligados ao forró, especialmente percussão e zabumba.
Ele cita, por exemplo, a formação musical de seu irmão William, que inicialmente estava mais ligado à dança e depois passou a tocar triângulo e sanfona dentro dos projetos musicais. Também menciona alunos que aprenderam instrumentos na prática e posteriormente passaram a integrar as bandas. Esse aprendizado acontecia através dos ensaios, apresentações, convivência entre os músicos e participação nas atividades culturais do grupo.
Além da música, o processo de transmissão também acontecia através da dança. O Núcleo Soforrozeiro buscava reunir diferentes práticas ligadas à cultura nordestina, promovendo aulas, oficinas e atividades coletivas. Dessa forma, os conhecimentos relacionados ao forró eram transmitidos pela prática cotidiana, pela experiência coletiva e pela participação ativa nos projetos culturais.




