Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Anette
História de vida
Annete ruas é doceira, dona de uma fábrica de doces artesanais onde trabalham a filha e o marido. Nesta fábrica, agregada à sua residência, seguindo o repertório que aprendeu com a tia nilza ruas e no curso do senac, são produzidos os chamados doces finos, quais sejam: trouxinha de fios de ovos, bombom de quindim, trouxinha de fios de ovos com glacê, brigadeiro, tortinha de nozes, quindim de nozes, quindim, bem casado, beijo de alemão, branquinho, broa de coco, olho de sogra, panelinha de coco, bombom de morango, bombom misto, bombom de uva, prestígio, bombom de cereja, bombom de amendoim, queijadinha, camafeu, bombom de fios de ovos, beijinho de coco, bombom de coco, bombom de flocos, trouxinha de nozes, bombom de castanha de caju, trouxinha de damasco, bombom de castanha do pará, ninho, bombom de brigadeiro, bombom de branquinho, bombom de nozes, bombom de damasco e beijo de mulata. Com relação à sua fábrica (apontado seu caráter artesanal), annete afirma: “a gente foi tentando sempre deixar a fábrica com estilo de casa. Porque a gente poderia ter feito um pavilhão grande com um monte de máquinas. Mas, não. Se tu entras, é uma casa. Às vezes o pessoal quer vir e pensa: ‘será que não incomoda as pessoas fazendo doce dentro da cozinha. ’tem muita gente que pensa que doce caseiro é feito na cozinha da casa. Claro, a gente começou ali na nossa casa”.
Localização
Descrição da atuação em rede
Annete ruas é doceira, dona de uma fábrica de doces artesanais onde trabalham a filha e o marido. Nesta fábrica, agregada à sua residência, seguindo o repertório que aprendeu com a tia nilza ruas e no curso do senac, são produzidos os chamados doces finos, quais sejam: trouxinha de fios de ovos, bombom de quindim, trouxinha de fios de ovos com glacê, brigadeiro, tortinha de nozes, quindim de nozes, quindim, bem casado, beijo de alemão, branquinho, broa de coco, olho de sogra, panelinha de coco, bombom de morango, bombom misto, bombom de uva, prestígio, bombom de cereja, bombom de amendoim, queijadinha, camafeu, bombom de fios de ovos, beijinho de coco, bombom de coco, bombom de flocos, trouxinha de nozes, bombom de castanha de caju, trouxinha de damasco, bombom de castanha do pará, ninho, bombom de brigadeiro, bombom de branquinho, bombom de nozes, bombom de damasco e beijo de mulata. Com relação à sua fábrica (apontado seu caráter artesanal), annete afirma: “a gente foi tentando sempre deixar a fábrica com estilo de casa. Porque a gente poderia ter feito um pavilhão grande com um monte de máquinas. Mas, não. Se tu entras, é uma casa. Às vezes o pessoal quer vir e pensa: ‘será que não incomoda as pessoas fazendo doce dentro da cozinha. ’tem muita gente que pensa que doce caseiro é feito na cozinha da casa. Claro, a gente começou ali na nossa casa”.
Aprendizado do bem
Annete conta que também aprendeu a fazer os doces de fruta, quando morava próximo à grupos de etnia alemã, no contato doméstico com a famíla: “eu fui criada lá em cima, no meio dos alemães. Era tachada de doce servida em cima da mesa, que a mamãe fazia, se juntavam todos e faziam. Depois, com sete anos, viemos morar aqui, no meio do doce também”. (. . . ) ali naquele tacho, a gente pegava pêra lá na minha tia, do outro lado – era todo mundo junto, era tudo família – sentava ali na minha mãe, na casinha de baixo, descascava, fazia fogo e fazia uma tachada de pêra. E a mãe fazia as pazinhas para a gente mexer. Quando foi morar no meio urbano, aprendeu a fazer doces com a tia nilza ruas, que já era doceira e proprietária da confeitaria princesa, que situava-se na rua general osório, centro de pelotas. Além disso, annete fez um curso de doceira pelo senac. Relatando seu processo de aprendizagem, a doceira nos diz: “quando eu tinha os meus 13 ou 14 anos, a minha madrinha, a tia nilza, foi viajar com o genro dela para são paulo e deixou minha mãe encarregada da fábrica dela – que era na floriano, onde é a hercílio agora. (. . . ) aí, a minha mãe ficou. Eu estudava no pelotense e, às vezes, de noite, quando eu ficava em casa, eu fazia as panelinhas para ela. Eu disse: ‘me ensina que eu vou te ajudar a fazer as panelinhas’. É o mais difícil de fazer, as panelinhas são chatas de fazer e ninguém aprende a fazer. Então, eu fazia para ela. Mas como eu iria imaginar que no futuro – sei lá quanto tempo, eu estou com 50. . . ”. Annete conta que possui os tachos de cobre da avó que fazia os doces de fruta, como a pessegada e os doces de pêra: “minha avó já fazia, aqui embaixo dessas árvores. . . E se juntavam todas, as filhas, as noras, aqui embaixo e descascavam pêssego, faziam uma tachada de pessegada”. Assim, referindo-se aos saberes de annete, seu marido afirma: “a anette sempre foi metida à doceira. Ela fazia uma pessegada que a gente não conseguia comer outra igual”.
Transmissão de saberes
Ensinou às filhas, ao marido e alguns funcionários de sua fábrica. Pelotas municipio questionário de identificação ofícios e modos de fazer uf sítio-. Loc ano ficha no.

