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Alecy Amorim
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Alecy Amorim da Silva
Data de nascimento
3 de abril de 1956
História de vida
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas na etapa inicial da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
As informações correspondem ao Questionário 1 (Censo Comunitário), instrumento de caráter predominantemente quantitativo, aplicado de forma abrangente para identificar e caracterizar os fazedores de cultura e as referências culturais às quais estão vinculados.
Por se tratar da etapa inicial de identificação, este perfil apresenta informações mais sintéticas, relacionadas à caracterização do participante e à sua vinculação com as referências culturais identificadas. Esses dados contribuíram para a construção de um panorama dos fazedores, práticas e saberes identificados pela pesquisa.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
[Dados extraídos do INRC-AL]
FESTA E PROCISSÃO DE SÃO PEDRO - BEBEDOURO
28 A 29 / JUNHO
Festejava a invocação do santo protetor dos pescadores.
Possuía como celebração associada, a Corrida de Canoas realizada na laguna Mundaú
1-Começava com a movimentação da organização da corrida de Canoas um dia antes do dia da
procissão (dia 28).
2- Nesta semana era limpa a imagem de São Pedro que passava o ano todo em uma prateleira da
sala da Colônia dos Pescadores e era levada para a Igrejinha para os preparativos de charola;
igualmente agilizava-se a compra dos brindes para os vencedores da corrida
3- Também nesta semana inicia os preparativos para o Café da Manhã que tem no dia da
procissão (dia 29) servido na sede da Colônia. Agilizava-se a compra dos prêmios que eram
sorteados (alimentos, utensílios domésticos, equipamento eletrônico, etc.).
As etapas da festividade .nos 2 dias
1-Corrida de Canoas com premiação (troféus em forma de canoas) e queima de fogos:
Organizada para os pescadores e marisqueiras no dia 29.
2- Café da Manhã (no dia da procissão): Para pescadores e marisqueiras.
3- Sorteios de brindes no interior da Colônia, após o café da manhã.
4- Sorteios de brindes na frente da Igrejinha de São Pedro, após o café da manhã
5- Missa realizada na Igrejinha de São Pedro
6- Procissão acontecia em duas partes:
- parte terrestre (com parada da imagem de São Pedro em frente à Igreja do Padroeiro Santo
Antônio, daí saindo para a Ponte sob as águas do rio Silva para dar início ao trajeto lagunar.
- seguia-se o percurso da parte terrestre, no qual havia também uma associação com a imagem
de nossa Senhora da Conceição a partir de um trecho.
Inicia saindo da igrejinha de São Pedro. As imagens de Nossa Senhora das Graças (em
andor carregado por mulheres) vai á frente, seguida pela charola de São Pedro carregada por
homens, em cortejo terrestre até a Ponte do Rio Silva. Lá, a imagem de N. Sra das
Graças fica parada enquanto a imagem de São Pedro prossegue em cortejo até a frente da Igreja
Matriz de Santo Antônio (em parada na praça Lucena Maranhão em frente à porta da igreja. Após essa parada o cortejo com a imagem/charola de São Pedro desce para a Ponte do
rio Silva, até entrar por ele, em cortejo aquático em canoas, seguindo até alcançar a Lagoa
Mundaú e chegar no Porto do Sururú**.
Ainda na parte do cortejo terrestre há a saída da imagem de Nossa Senhora das
Graças até o Porto do Sururu onde acontece a queima de fogos com girândolas e fica
aguardando a imagem de São Pedro que vem no cortejo lacustre até o mesmo porto do Sururu.
Depois da queima de fogos e logo após a chegada da imagem de São Pedro no Porto, as
charolas das duas imagens são colocadas em paralelo no porto do Sururu e na pracinha de n.
Sra. da Conceição, ai se formando um novo cortejo terrestre que avança pela Av.
Tobias Barreto até dobrar na rua Augusto Barreto e parar na frente da capela de São Pedro.
(Ponto 6).
(*) A ponte sobre o rio Silva era ponto de venda de verduras, peixe e marisco no bairro.
(**) O Porto do Sururú ficava na praça de Nossa Senhora da Conceição.
Frequentadores:
Toda a população local e adjacente dos bairros de Bom Parto cambona e ainda outros
margeantes à laguna Mundaú como Vergel, Fernão velho, Coqueiro Seco acompanhava a
procissão, predominantemente nos dois trajetos.
Recursos financeiros:
Os recursos financeiros provinham os próprios registrados da Colônia de Pescadores somado a
recursos levantados ente os pescadores e marisqueiras.
Materiais e equipamentos utilizados na montagem da Festividade:
- Alimentos variados para o Café da Manhã: (frutas, pão, leite, sucos, inhame, cuscuz, ovos-
Cardápio de um café matinal em Maceió);
- Flores e folhagens diversas (quantidade variável) para o enfeite da charola de São Pedro*;
- Fogos para a queima de fogos na lagoa (Fogos tipo girandola – 12 a 15 girândulas).
- Não é feita uma representação de barca reduzida de madeira ou de outro material para levar a
imagem de São Pedro. A imagem venerada é transportada da Colônia (onde fica exposta durante
todo o ano), até uma canoa usada mesmo na pesca e ela é então enfeitada com as
flores/folhagens tornando-se a própria “charola” que desliza sobre as águas.
Observações:
Atualmente, após o esvaziamento do bairro, a procissão somente ocorre em trecho terrestre,
contudo, não exatamente igual ao que acontecia. Também, em virtude da atual inexistência do
prédio da capelinha de São Pedro que foi demolida, rompeu-se a relação direta com local onde
ocorria a missa.
Podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem cultural no bairro de Bebedouro.
.Localização
Relação com o bem cultural
Coordenador(a) de Eventos ParoquiaisData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Os palhoções juninos foram, por muitas décadas, elemento importante das celebrações de São João nos bairros da capital alagoana. Representavam a forma mais tradicional, comunitária e espontânea de festejar o mês de junho.
O termo "palhoção" refere-se à estrutura física que era erguida nas ruas, praças ou terrenos baldios dos bairros, funcionando como um grande salão de festas, popular e improvisado, montado especificamente para os festejos juninos. Estruturas geralmente simples, com coberturas feitas de palha (daí o nome), lona ou tecido, apoiadas em varas ou estacas de madeira. A decoração era tipicamente junina, incluindo bandeirolas coloridas, balões, fogueiras e elementos rústicos, criando o ambiente de um grande "arraial de rua".
Nas décadas passadas, os palhoções eram o principal palco da cultura junina de Maceió, desempenhando um papel social fundamental:
Os palhoções eram criados e mantidos pela união dos vizinhos, que se organizavam para arrecadar fundos, montar a estrutura e garantir a segurança e a alegria da festa. Serviam como local de arrasta-pé, onde o forró pé de serra (o forró tradicional, com sanfona, zabumba e triângulo) dominava. Era também onde ocorriam as apresentações de quadrilhas juninas, tanto as tradicionais quanto as que começavam a se estilizar, e o famoso casamento matuto. Dentro ou ao redor do palhoção, eram montadas barracas vendendo as comidas típicas do período, como pamonha, canjica, milho cozido/assado e bolo de milho.
Com o crescimento de Maceió, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, bairros novos e em expansão (como a Serraria, que teve um famoso "Palhoção da Serraria") adotaram essa prática como uma forma de afirmar a identidade e a cultura de cada comunidade.
Com o passar dos anos os palhoções foram ficando mais elaborados, com estruturas mais complexas de som e palco e o incremento de patrocínios e financiamentos vindos do poder público ou da iniciativa privada, o que também proporcionava a realização de shows de bandas maiores, de projeção regional ou nacional.
No que se refere ao território estudado foram localizados fazedores de cultura relacionados aos palhoções no bairro de Bebedouro.Relação com o bem cultural
Festeira localData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil.
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo
Remuneração
Não remunerado


