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Mestra Zeza Duarte do Coco
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Maria José Ferreira da Silva
Data de nascimento
10 de julho de 1955
História de vida
Maria José Ferreira da Silva, amplamente conhecida como Zeza do Coco, é mestra de coco de roda de 69 anos e Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2015, residente há 42 anos na Chã de Bebedouro, em Maceió. Sua história com o folguedo iniciou-se em 1975 ao lado de sua sogra, Dona Hilda, no grupo Pagode Comigo Ninguém Pode, assumindo a liderança definitiva do coletivo a pedido da matriarca antes de seu falecimento. Com uma trajetória cultural e espiritual plural, Zeza também se consolidou como Yalorixá há 40 anos, rezadeira tradicional e brincante de destaque em outros folguedos regionais, tendo atuado como sereia no icônico Guerreiro Treme Terra do Mestre Benon. Seu fazer artístico e o dinamismo de sua comunidade. Ao resgatar o histórico do bem cultural no bairro de Bebedouro, a mestra detalha a tradição das disputas dos cocos de rua, a efervescência festiva na Praça Lucena Maranhão e sua prática de compor emboladas e cocos de protesto ecológico inspirados na poluição da Laguna Mundaú.
Toda essa vivência comunitária e artística foi interrompida pelo desastre da mineração, que provocou o esvaziamento e isolamento de Bebedouro, o fechamento de escolas, comércios e templos sagrados, e o êxodo forçado dos brincantes e filhos de santo para bairros distantes. Apesar de conviver com as rachaduras em sua residência e o medo das incertezas quanto a situação do solo, Zeza mantém o que chama de uma “resistência teimosa” e tem muitos planos para o futuro, tais como a produção de um documentário, gravação de uma música (recebida em sonho) e a publicação de um “dicionário matuto”.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas nos Questionários 1 e 2, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio da entrevista em vídeo, realizada com uma amostragem específica de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
O registro audiovisual permite conhecer, por meio da imagem e do som, aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Também possibilita documentar narrativas, expressões, gestos e demonstrações de práticas culturais, complementando as informações produzidas nas etapas anteriores e ampliando as possibilidades de registro, preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Pertence a algum Povo ou Comunidade tradicional?
Povos e comunidades de terreiro/povos e comunidades de matriz africana
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
Mestra do grupo Coco de Roda "RAIZ ALAGOANO"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
É um fragmento dos Presépios, acrescentado de outras canções, mas sem a representação dramática, com jornadas soltas e danças religiosas de estilo e épocas diferentes. Origina-se de autos portugueses antigos.
É o mais conhecido e difundido folguedo popular de Alagoas. Apesar de não haver sequência, as canções iniciais são sempre saudações de boa noite e as finais, de despedida.
Ao trajes do pastoril são idênticos aos dos Presépios: as pastoras se dividem em dois cordões, trajando-se de azul e encarnado. Usam saias, aventais, boleros bordados com lantejoulas, faixas, blusas e chapéus ou diademas, acompanhando-se de pandeiros especiais feitos de latas, com cabo, ornado com fitas com a cor dos cordões. Os personagens são: Mestra, Contramestra, Diana, Pastor e demais Pastoras.
Nesse folguedo é enfatizado o duelo entre os cordões azul e encarnado. Durante as apresentações, os partidários dos dois cordões compram votos para a cor de sua preferência, causando disputas e até brigas, nascendo assim o leilão do Cravo e da Rosa.
Outro elemento interessante é a chamada das Pastoras em cena que vêm para receber ofertas de dinheiros, dançando ao som de ritmos populares, geralmente frevo. A coroação da Rainha acontece na última noite da brincadeira e sairá vencedor o cordão que obtiver o maior número de votos.
Em alguns Pastoris intercalam-se partes como a da Cigana, da Borboleta, do Caçador, do Diabo, a Estrela, prisão da Contramestra a mando da Mestra, o Velho Pastor, a Florista, a Lavadeira, a Camponesa, entre outros. Nessas partes, vestem-se a caráter.
Acompanha conjunto de sopro e percussão ou violões e sanfona.
(ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)
No que se refere ao territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência deste saber nos bairros de Bebedouro e Mutange.Localização
Relação com o bem cultural
Mestra de PastorilData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Grupo multicolorido de dançadores e cantadores, semelhantes aos Reisados, mas com maior número de figurantes e episódios, maior riqueza nos trajes e enfeites e maior variedade temática nas músicas.
Folguedo natalino surgido em Alagoas entre os anos de 1927 a 1929, sendo o resultado da fusão do Reisado Alagoano, da Chegança, dos Pastoris e do Auto das Caboclinhas.
Rico em cores e enredo é um folguedo bastante frequente nas festas populares, possuindo vários personagens, tais como: Rei, Rainha, Contra-Mestre, Embaixadores, General, Lira, Vassalos, Mateus, Palhaços, às vezes uma Catirina, Sereia, Estrele de Ouro, Estrele Brilhante, Estrela Republicana, Banda da Lua, Índio Peri e as “figuras” ou “figural”.
Os trajes são multicoloridos, imitação dos antigos trajes nobres, adaptados ao gosto e às possibilidades econômicas. Usam fitas, espelhos, contas de aljôfar, enfeites de árvores de natal nos chapéus que aparecem em formas de igrejas, palácios, catedrais, diademas, coroas, quadra-peitos, calções e mantos.
O Mestre é responsável por todos os componentes do grupo, tem o dom do canto, do trupé, ensina e coordena as partes.
O Guerreiro possui ainda uma série de entremeios como o doido, o Javali, o morto vivo, o lobisomem, o diabo e a alma, o capitão piloto, o mascote, a mãe velha, o messias, o mata-mosquito, e o boi que aparece mais simplificado e modernizado que nos Reisados, não havendo nem morte, nem repartição, nem ressureição do mesmo.
Consta de uma sequência de cantigas dançadas, denominadas de “peças”, intercaladas de “marchas” e representações constituídas de entremeio e partes: marcha de rua, cantos e danças de abrição de portas, entrada de sala, adoração ao divino, despedida.
No ano de 2019, o Guerreiro recebe do Estado de Alagoas o título de Patrimônio Imaterial de Alagoas. (ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)
Dentre os bairros estudados no Inventário, Bebedouro e seu bairro adjacente, Chã de Bebedouro, merecem destaque na prática do Guerreiro, pois são referências importantes para essa manifestação cultural, uma vez que lá viveram (e vivem) alguns dos mestre de Guerreiro mais conhecidos do Estado, sendo este um folguedo bem popular entre essas comunidades. A praça central do bairro de Bebedouro, Lucena Maranhão, também é uma referência importante para o Guerreiro, tendo sido palco de inúmeras apresentações e encontro de grupos ao longo de décadas.Localização
Relação com o bem cultural
Mestra de GuerreiroData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
A Literatura de Cordel é um gênero literário popular e tradicionalmente oral no Brasil, especialmente no Nordeste. Seu nome deriva da forma como os folhetos, contendo poemas e histórias, são expostos para venda: pendurados em cordões, barbantes ou cordéis.
É caracterizado pela poesia em versos rimados, métrica fixa (geralmente sextilhas de sete sílabas) e uma linguagem simples, próxima do cotidiano do povo. As temáticas abordadas são variadas, abrangendo fatos históricos, lendas, folclore, aventuras heroicas, crítica social, humor, temas religiosos e eventos atuais (tendo outrora funcionado como jornais de época). Os folhetos são frequentemente ilustrados com xilogravuras, técnica de gravura em relevo que se tornou uma marca visual inconfundível do gênero. O poeta, ou cordelista, é a figura central, que tanto escreve e edita as histórias quanto as declama em feiras, praças ou eventos literários, mantendo a tradição oral viva.
No que se refere ao território estudado, foram localizados fazedores de cultura relacionados à literatura de cordel no bairro do Farol e Bebedouro.Localização
Relação com o bem cultural
CordelistaData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
As romarias — como as dedicadas a Padre Cícero e à Peregrina Mãe de Deus, identificadas no território — e os(as) cantadores(as) de benditos constituem pilares da religiosidade popular, especialmente marcantes no Nordeste brasileiro.
Romarias são peregrinações coletivas a lugares considerados sagrados (santuários), motivadas pela fé, pelo pagamento de promessas ou pela busca de graças. Diferente das procissões locais, a romaria envolve deslocamentos mais longos, sacrifício físico e uma forte identidade comunitária entre os romeiros. No contexto analisado, destacam-se as romarias associadas à devoção a Padre Cícero, figura central do catolicismo popular nordestino, e à Peregrina Mãe de Deus, que mobiliza fiéis em caminhadas e encontros marcados por intensa vivência espiritual e comunitária.
Já os(as) cantadores(as) de benditos são os(as) guardiões(ãs) da tradição oral e musical dessas caminhadas. Sua função é conduzir a oração cantada, mantendo o ritmo e a espiritualidade do grupo. Os “benditos” são hinos religiosos, geralmente compostos por versos simples e melodias lamuriosas que narram a vida dos santos, a paixão de Cristo ou os sofrimentos da jornada.
O(a) cantador(a) não apenas entretém; ele(a) organiza o rito. Em momentos de cansaço ou sol forte, o bendito funciona como um combustível espiritual que une as vozes e ajuda os romeiros a suportar as dificuldades do caminho. Trata-se de um saber transmitido de geração em geração, muitas vezes sem acompanhamento de instrumentos — ou apenas com poucos, como pífano ou caixa —, centrado na força da voz e da palavra entoada.Localização
Relação com o bem cultural
RomeiraData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Terreiro é o nome dado ao espaço físico e à comunidade religiosa onde são praticadas as religiões de matriz africana no Brasil, tais como o Candomblé e a Umbanda.
É o centro da vida religiosa e social do grupo, sendo considerado um templo, um ilê (casa em iorubá) ou uma comunidade tradicional que preserva a memória ancestral, a cultura e os rituais africanos e afro-brasileiros.
É composto por alguns espaços, tais como o local onde se assenta o Axé (a força vital, a energia sagrada), fundamental para a vida e o equilíbrio da comunidade e do universo; Barracão ou salão principal, onde ocorrem os rituais públicos (como as giras na Umbanda e as festas de Candomblé), com cantos e danças; e os santuários ou Pejis que são espaços reservados para a guarda de objetos utilizados nos rituais e o culto às divindades (Orixás, Inquices ou Voduns).
Cada Terreiro é autônomo e liderado por uma Mãe de Santo (Yalorixá) ou um Pai de Santo (Babalorixá), responsáveis por zelar pelos fundamentos, iniciar novos membros (Filhos de Santo) e transmitir o conhecimento ancestral.
O Terreiro, portanto, é o ponto de encontro entre o mundo material e o espiritual, um guardião de saberes e um alicerce para a vida em comunidade, que proporciona o contato direto com o Axé e a Ancestralidade.
No que se refere ao território estudado foram localizados fazedores de cultura relacionados a essa prática no bairro do Pinheiro, Bebedouro e Mutange.Localização
Relação com o bem cultural
Yalorixá/Mãe de Santo de Xangô alagoanoData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas ocorrem na residênciaRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Este folguedo constitui uma variação rural dos Maracatus, sem a corte real, incorporando elementos dos pastoris, dos cocos, combinados com canções religiosas negras. Anteriormente era apresentado no carnaval mas atualmente é mais recorrente no ciclo natalino.
Todos os participantes são do sexo feminino: mestra, contra-mestra e puxa cordões. Elas usam trajes típicos das baianas: blusa rendada com babados, saias rodadas e estampadas, além de muitos colares e pulseiras. Por influência do pastoril, o cordão azul predomina em uma vestimenta e o encarnado na outra.
Também conhecido como Baianá, chegou ao Estado através dos municípios do Norte, vindos do Estado vizinho, Pernambuco. Desceu pela região serrana dos antigos quilombos e pelo litoral até Maceió, estabelecendo-se na região. Sua origem remonta às primeiras décadas do século XX.
Os ritmos quentes e envolventes que acompanham os cantos e danças dos Baianás são: abaianado, pancada-motor, machar, martelo, baião. Eles recebem influência de emboladas, cocos e cantorias de viola.
Nesses ritmos as dançarinas cantam peças que narram temas circunstanciais, sentimentais, líricos e amorosos. As Baianas cantam uma sequência composta por marchas de entrada ou abertura, peças variadas e , por fim, a despedida.
(ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)Localização
Relação com o bem cultural
MestraData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Fundada em 27 de Dezembro de 1985, pelo professor e folclorista alagoano Ranilson França de Souza (falecido no dia 14 de Agosto de 2006), a pedido dos mestres Juvêncio Joaquim, Mestre Paulo Olegário, Mestra Hilda Maria, Mestre Jorge Ferreira e Mestre Manoel Venâncio de Amorim (todos também já falecidos), a ASFOPAL (Associação de Folguedos Populares de Alagoas) é uma entidade cultural dedicada à preservação, valorização e promoção dos folguedos populares alagoanos, manifestações tradicionais que expressam a riqueza e a diversidade da cultura do estado.
Criada com o objetivo de organizar, representar e fortalecer os grupos de folguedos, a ASFOPAL reúne mestres, brincantes e artistas ligados a expressões como pastoril, guerreiro, reisado, maracatu, coco de roda, entre outros, atuando na defesa do patrimônio cultural imaterial de Alagoas.
A associação também tem papel importante na articulação com instituições públicas e culturais, buscando reconhecimento, apoio e políticas que garantam a continuidade das tradições populares e o respeito ao trabalho dos mestres da cultura.
Com sede em Maceió, a ASFOPAL é reconhecida como uma referência na salvaguarda das manifestações culturais populares alagoanas, contribuindo para a valorização da identidade e da memória do povo alagoano.
Podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem cultural no bairro de Bebedouro.Localização
Relação com o bem cultural
AssociadaLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
As celebrações afro-religiosas, também denominadas Xirê ou Toque, são manifestações culturais e espirituais vinculadas aos xangôs — denominação historicamente atribuída aos terreiros e praticantes de religiões de matriz afro-ameríndia em Alagoas. Caracterizam-se pela presença de cantos, toques de tambores, danças e rituais de devoção aos orixás, inquices, voduns, mestres, mestras e demais entidades espirituais, fortalecendo os vínculos de ancestralidade, identidade negra e pertencimento comunitário. Durante o Inventário, foram identificados fazedores de cultura vinculados a essas práticas religiosas e culturais.
Localização
Relação com o bem cultural
Yalorixá e Mãe de Santo de Xangô alagoanoData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil.
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino médio incompleto
Remuneração
Regularmente


