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Bumba meu Boi
Características do bem
Projeto relacionado
Outros nomes do bem cultural
Boi de Carnaval
Categoria de bem cultural
Descrição
O Bumba meu Boi em Alagoas é também conhecido como Boi de Carnaval. Trata-se de um boi de armação de madeira recoberto com tecidos vistosos, enfeites e adereções. Sai ás ruas especialmente durante o carnaval, fazendo pedido de dinheiro ou bebida às pessoas nas casas, “vendendo o boi”.
Apesar de algumas semelhanças à primeira vista, o Boi de Carnaval e o Bumba meu Boi tem distinções quanto ao enredo, embora o Boi de Carnaval, também narre a morte e a ressurreição do boi.
Há relatos de que alguns Bois costumavam sair acompanhados do Jaraguá, bicho de armação, recoberto de tecido vistoso, com queixada de cavalo, ou boi, pintada.
O Boi de Carnaval, dança ao som de grupo percussivo e é guiado pela figura do vaqueiro que dança junto com o “animal”, com apito e baliza em uma das mãos.
Na capital, Maceió, o folguedo é considerado como uma das expressões mais significativas do período carnavalesco.
Localização
Pessoas e Organizações Relacionadas ao Bem
Detentores do bem cultural
Ameaças e Questões Internas
Riscos à transmissão
Baixo - há muitas pessoas transmitindo os conhecimentos
Ameaças externas
Desterritorialização compulsória, perda de territórios e vínculos comunitários
Descreva a ameaça externa
Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificado na cidade de Maceió, ocorrido nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Após a desocupação, grande parte do território foi demolida, processo que permanece em curso, tendo os moradores, ex-moradores, fazedores de cultura e população da cidade, perdido espaços e territórios de referência cultural relacionados à práticas e saberes imateriais.
O estudo em questão procurou identificar os fazedores e detentores de saberes vinculados aos bairros atingidos e os bens culturais aos quais se relacionam, bem como a redistribuição desta população, dentro da cidade de Maceió e para além dela, buscando compreender, de modo ampliado, os desafios enfrentados por essa população para lidarem com as consequências do que é considerado o maior desastre socioambiental em área urbana do mundo e o impacto deste, sobre o campo da cultura.
De modo geral a perda dos territórios, dos espaços de socialização comunitária, a desmobilização de redes de manutenção das práticas e repasse dos saberes e a fragilização de vínculos comunitários representam, em maior ou menor medida, uma ameaça aos bens culturais identificados.
Acesso e uso do território
Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificadas na cidade de Maceió, especificamente nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Boa parte do território já se encontra demolido por determinação da Defesa Civil da cidade de Maceió, processo que segue em curso e em constante processo de reavaliação. Outras partes do território estão desocupadas e seguem com acesso restrito.


